
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), mal teve seu nome confirmado oficialmente como o de único presidenciável do PSD e já corre o risco de ficar sem palanque na Bahia, que é considerado um dos estados mais petistas do Brasil.
A incerteza ocorre porque, além de o PSD baiano já ter declarado, sob a liderança do senador Otto Alencar, que toda a sua bancada vai apoiar as reeleições do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a outra opção viável de palanque — o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) — garante, já nesta segunda-feira, 30, maior proximidade com Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Neto lança sua pré-candidatura ao governo da Bahia hoje com uma aliança com o PL, dando uma das vagas de disputa ao Senado para o ex-ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro, João Roma (PL-BA). A outra vaga fica com o senador Ângelo Coronel, que é recém-desfiliado do PSD e tentará a reeleição. A vice é do ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP) — garantindo a participação do Progressistas.
A possibilidade de o candidato do PSD apoiar ACM Neto já era citada pelo presidente do partido, Gilberto Kassab, desde que decidiu que a legenda teria candidatura própria. No entanto, as negociações em torno dessa possibilidade ainda não forma iniciadas, segundo interlocutores da sigla, e teriam em Caiado a sua principal articulação, visto que o goiano já foi filiado ao União Brasil e teria uma boa relação com Neto.
No entanto, além das dificuldades partidárias, uma negociação em torno dessa questão significaria que ACM Neto teria que abrir um palanque duplo na Bahia, para Flávio e para Caiado — tendo obrigatoriamente que passar por uma difícil aprovação do PL.