O Ituí Cavalo (Apteronotus albifrons), peixe nativo da Bacia Amazônica e de outras regiões da América do Sul, utiliza uma corrente elétrica leve para navegar e caçar durante a noite.
Por possuir os olhos cobertos por pele, a espécie é considerada tecnicamente cega, dependendo de um órgão elétrico e de receptores distribuídos pelo corpo para perceber o ambiente ao seu redor e localizar potenciais presas.
Sensores elétricos e hábitos noturnos
Diferente do Poraquê (Electrophorus electricus), seu parente próximo, o campo elétrico gerado pelo Ituí Cavalo não representa perigo a seres humanos ou outros animais de grande porte.
Essa emissão funciona como um sistema de geolocalização biológica, permitindo que o peixe identifique pequenos crustáceos, vermes e insetos em águas rápidas e riachos com fundo arenoso.
Devido aos seus hábitos noturnos, o animal permanece escondido em refúgios ou áreas mal iluminadas durante o dia, tornando-se um caçador ativo apenas no período de escuridão.
Características e distribuição geográfica
O animal apresenta coloração predominantemente preta, com dois anéis brancos na cauda e uma mancha clara na cabeça.
Em idade adulta, o Ituí Cavalo pode atingir entre 40 e 50 centímetros de comprimento.
Além da Amazônia, a espécie é encontrada em bacias hidrográficas da Venezuela, Paraguai, Peru e Brasil, habitando também as bacias do Paraná e do Araguaia.
Relevância científica
Classificado na ordem dos Gymnotiformes, o peixe é, junto com o peixe-elefante, um dos animais eletrossensíveis mais estudados pela ciência.
Na biologia, a natação desta espécie é descrita como desordenada, movendo-se principalmente pela ondulação de uma longa nadadeira ventral, muitas vezes mantendo o corpo em posição vertical com a cauda voltada para baixo.