O Ibovespa teve valorização de 0,53% nesta segunda-feira, 30, avançando para os 182,5 mil pontos. Durante o dia, a bolsa acompanhou o movimento dos mercados globais, impulsionados pelo petróleo, e as declarações de Gabriel Galípolo sobre a política monetária no Brasil.

No exterior, o foco ainda é o conflito bélico envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Hoje, em seu perfil na Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou explodir e obliterar todas as usinas de geração de energia, poços de petróleo e a Ilha de Kharg do Irã caso o Estreito de Ormuz não for imediatamente aberto para negócios. “Nesse contexto, o petróleo tende a subir, tanto por risco geopolítico quanto por possíveis impactos logísticos, reforçando um ciclo de alta para as commodities”, afirma Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital.

O barril de petróleo brent foi negociado em torno dos 108 dólares hoje, com avanço de quase 3,4%. Assim, os papéis das petroleiras nacionais também subiram e sustentaram o principal índice da B3. A Petrobras (PETR4) encerrou em avanço de 0,53%.

Já entre as demais ações de peso, os bancos oscilaram. O Bradesco (BBDC4) teve queda de 0,27%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que recuou 1,15%. O Itaú (ITUB4) subiu 0,36%, enquanto o Santander (SANB11) encerrou o dia em valorização de 0,72%.

Esse cenário também foi responsável pela queda do dólar, que encerrou em leve alta, cotado a 5,24 reais. O movimento da moeda americana foi reforçado pelo preço do petróleo, mas também pelas falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o banco central americano. Em discurso em Harvard, disse que as tensões no Oriente Médio tendem a pressionar os preços de energia, adicionando mais incerteza ao cenário inflacionário. Por isso, é preciso reforçar a postura cautelosa da autoridade monetária.

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Em evento nesta manhã, o presidente do Banco Central brasileiro, Gabriel Galípolo, passou uma mensagem parecida. Ele defendeu que a autoridade monetária é “mais transatlântico do que jet-ski”, ao apontar que não deve fazer movimentos bruscos ao conduzir a taxa de juros. “Com os juros altos aqui, o Brasil segue relativamente atrativo. Esse diferencial acaba sustentando o real, que se valoriza mesmo em um ambiente mais avesso ao risco”, comenta Gass.

Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:



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