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Expoente dos programas de auditório voltados a classes mais populares, o apresentador de TV Ratinho passou nas últimas semanas a ter o nome vinculado a dois episódios que orbitam o escândalo do banco Master. No primeiro deles, adversários do filho, o governador do Paraná Ratinho Júnior, tentam vinculá-lo à rede de resorts Tayayá, que teve o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli como sócio.
No segundo, relembram que o comunicador foi garoto-propaganda do Credcesta, uma espécie de cartão consignado desenvolvido por um ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro e popularizado quando o atual ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) era governador da Bahia. Com a liquidação do Master no final de 2025, o produto passou a ser operado por outro banco do empresário Augusto Lima, que foi preso no escândalo do Master e também teve a instituição financeira liquidada por ordem do Banco Central.
As insinuações ganharam tração depois que Ratinho Júnior anunciou que não pretendia mais manter a pré-candidatura à Presidência da República pelo PSD. Em nota, Ratinho disse prezar pela “condução responsável de suas parcerias comerciais” e apresentou as seguintes explicações sobre sua vinculação ao Credcesta e ao Tayayá:
- “Há mais de 30 anos, o apresentador Ratinho realiza ações publicitárias e de divulgação de produtos e serviços em diferentes plataformas de mídia, incluindo o Programa do Ratinho, no SBT. O contrato de divulgação do Credcesta foi firmado com o objetivo de promover o serviço oferecido pela instituição financeira responsável pela operação. À época da contratação, o produto operava regularmente, com autorização e supervisão do Banco Central, autoridade responsável pela regulação do sistema financeiro nacional”, disse o Grupo Massa em nota a VEJA.
- “Em relação à participação no Resort Tayayá Porto Rico, integrou o braço de hotelaria do Grupo Massa. O desinvestimento ocorreu após avaliação de que o ativo deixou de ser estratégico para o portfólio”, completou.