A participação feminina no mercado de investimentos avançou de forma significativa nos últimos anos e já representa cerca de 47% da base de investidores do Inter no Brasil, ante 30% em 2020. O movimento indica uma mudança estrutural no comportamento financeiro das mulheres, com maior protagonismo na gestão do patrimônio e no planejamento de longo prazo, segundo o banco digiral. Em paralelo, a fatia de recursos mantidos na poupança caiu de 36% em 2021 para 27% atualmente, sinalizando maior disposição para buscar aplicações mais rentáveis.

Apesar de a renda fixa ainda concentrar 75% das aplicações das investidoras mulheres, há avanço gradual na diversificação das carteiras. Hoje, 6% das investidoras aplicam em renda variável e 5% possuem criptoativos, ativos que ganham espaço impulsionados pela digitalização e pela maior familiaridade com tecnologia.

A participação feminina entre investidores em aplicações em dólar subiu de 19% em 2024 para 26% em janeiro de 2026. Produtos mais conservadores, como depósitos a prazo em dólar, ainda lideram, presentes em cerca de 70% das carteiras internacionais, mas 28% das mulheres já investem em ações no exterior, indicando uma evolução para estratégias mais sofisticadas e voltadas ao acesso a grandes empresas globais.



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