Prestes a completar seis meses — de muita turbulência — na presidência do STF, o ministro Edson Fachin tornou-se um ativo interlocutor da Corte com o Congresso, foco recorrente de atritos com o tribunal.

Nesse período, Fachin recebeu 41 parlamentares em 24 agendas sobre temas variados.

Excluindo recessos e o Carnaval, a média de Fachin foi de uma agenda parlamentar a cada cinco dias. Um diligente esforço de diálogo com o Legislativo, que vira e mexe ameaça aprovar matérias que interferem na Corte, para não falar do persistente fantasma do impeachment.

Só com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o chefe da Câmara, Hugo Motta, Fachin esteve em seis reuniões de trabalho em seis meses.

A maior atenção de Fachin esteve no Senado. Ele recebeu vinte e dois senadores. Na Câmara, foram quinze deputados federais, além de quatro deputados estaduais.

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As reuniões de Fachin se deram com políticos de onze partidos diferentes: MDB, PL, União Brasil, PSD, Republicanos, PP, PSB, PT, PSOL, PDT e Podemos.

Nessas reuniões, as pautas de Fachin com os políticos incluíram a reforma administrativa, temas do Judiciário, questões indígenas, ambientais, de direitos humanos, segurança pública e de infraestrutura.



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