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Uma pesquisa realizada com 1800 operadores do direito em todo Brasil apontou que 76% dos advogados declararam utilizar a inteligência artificial para elaboração de peças processuais como inicial, recurso, contestações e réplicas, que fazem parte da atuação diária na advocacia. Logo na sequência, os entrevistados afirmaram que a utilização do mecanismo serve para pesquisar jurisprudência. na terceira posição, com 58%, há citação de auxílio de IA para elaboração de pareceres.

O levantamento ainda apontou que 77% dos que responderam às perguntas disseram usar inteligência artificial com frequência (pelo menos uma vez por semana), 12% afirmaram que utilizam o serviço raramente e 11% não são adeptos do mecanismo. No último levantamento, 55% disseram que eram usuários frequentes.

Em um ano, índice de advogados usando IA passou de 55% para 76%
Em um ano, índice de advogados usando IA chegou a 76% (2º Relatório sobre Impacto da IA Generativa no Direito/Reprodução)

“A Inteligência Artificial já faz parte da rotina da advocacia, como mostram os dados do relatório. Hoje, o debate já não é mais sobre se ela será utilizada, mas sobre como integrá-la de forma estratégica ao trabalho. Quando usada com critério, a IA permite que o profissional dedique mais tempo ao que realmente faz a diferença: a análise crítica, a estratégia jurídica e a construção de uma relação de confiança com o cliente”, disse Leonardo Sica, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP).

Advogados temem falta de revisão humana ao usar IA
Advogados temem falta de revisão humana ao usar IA (2º Relatório sobre Impacto da IA Generativa no Direito/Reprodução)
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Ao serem questionados sobre as preocupações da inteligência artificial na aplicação do direito, 47% responderam que a negligência na revisão humana é o principal ponto de receio. Para 46%, “alucinações”. Já 31% disseram que o medo principal é perda de autonomia técnica e dependência da IA.

“Buscar informações para o aperfeiçoamento do uso dessas ferramentas, a exemplo do que fizemos com essa pesquisa, é fundamental para compreender as necessidades da advocacia, para que possamos oferecer melhores técnicas e utilizações da IA. A tecnologia está à nossa disposição, e cabe a nós integrá-la com inteligência e ética para construirmos uma advocacia mais ágil, estratégica e, acima de tudo, humana”, disse a presidente da OAB-BA, Daniela Borges. O levantamento foi elaborado em uma parceria entre as OABs de SP, PR, BA, GO, PE e ES e as empresas Trybe, Jusbrasil e ITS Rio.



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