A JBS reportou lucro líquido de 2 bilhões de dólares em 2025, alta de 14,5% na comparação com os 1,7 bilhão registrados no ano anterior. No quarto trimestre de 2025, a companhia teve lucro líquido de 415 milhões de dólares, praticamente estável em relação aos 413 milhões apurados no mesmo período de 2024.

O resultado dividiu analistas do mercado financeiro, já que a empresa apresentou desempenho operacional acima do esperado, enquanto o lucro líquido ficou abaixo das projeções em razão de despesas operacionais.

A XP Investimentos afirma que a companhia entregou um trimestre razoável, com receita líquida 4% abaixo do esperado pela corretora no quarto trimestre. A JBS registrou receita líquida de 23 bilhões de dólares entre outubro e dezembro de 2025, alta de 15,4% na comparação anual. No acumulado do ano, a receita somou 86,14 bilhões de dólares, avanço de 11,7%.

A XP destaca ainda que o lucro da JBS ficou 12% abaixo do esperado, refletindo despesas financeiras maiores do que o previsto e ajustes pontuais. Embora o resultado final tenha decepcionado a casa, os analistas elogiaram a estratégia de diversificação de mercados da empresa, especialmente em meio à guerra no Oriente Médio.

“Com um cenário tão volátil por causa da guerra, a diversificação dos lucros é mais do que bem-vinda”, afirmam Leonardo Alencar, Pedro Fonseca e Samuel Isaak, que assinam o relatório da XP.

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Já os analistas do Safra avaliam que a JBS apresentou resultados operacionais melhores do que o esperado, com surpresa positiva no segmento de carne bovina nos Estados Unidos.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em 1,71 bilhão de dólares no quarto trimestre de 2025 e em 6,8 bilhões de dólares no acumulado do ano. “A cifra está 12% acima da nossa estimativa e 7% acima do consenso”, dizem os analistas do Safra.

O banco acrescenta que o Ebitda acima do esperado na Seara e na JBS Brasil também contribuiu para um trimestre positivo. Os especialistas ressaltam ainda que o desempenho na Austrália permaneceu sólido, com forte crescimento da receita e expansão de margem.

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“Mantemos nossa recomendação de compra para as ações da JBS (melhor escolha) devido ao desconto em relação aos seus pares nos EUA, à sólida diversificação de portfólio e geográfica, além da forte execução”, concluem os analistas do Safra.

 



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