
O Ibovespa recuou 1,45% nesta quinta-feira, 26, recuando para os 182,7 mil pontos. A bolsa de valores se movimentou com cautela e aversão ao risco principalmente devido ao desencontro de notícias em relação ao conflito bélico no Oriente Médio. O vai-e-vem de negociações sobre um possível cessar-fogo traz incerteza e volatilidade para os mercados globais.
No cenário doméstico, o destaque foi o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15, a prévia oficial da inflação no Brasil. Em março, ele ficou em 0,44%, um número puxado especialmente pela disparada dos alimentos, que subiram 0,88% até a primeira quinzena de março. O resultado ficou acima do esperado por analistas, que estimavam um IPCA-15 de março em 0,29%.
“É o primeiro IPCA após o início do conflito, que mostrou uma pequena pressão inflacionária”, afirma Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos. O especialista explica que o fechamento do mercado também foi marcado por um movimento de realização de lucros e que a queda poderia ser mais forte se não fosse pela sustentação das petrolíferas, cujas ações voltaram a subir.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram com desempenho negativo, pressionados pelo resultado da inflação prévia. O Banco do Brasil (BBAS3) teve baixa de 3,35%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 2,69%. O Bradesco (BBDC4) caiu 2,39%, enquanto o Santander (SANB11) encerrou o dia em desvalorização de 1,69%.
O dólar, por sua vez, encerrou em valorização e ficou cotado a 5,23 reais. No exterior, a moeda americana e o preço do barril de petróleo brent voltou a subir após desdobramentos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A commodity voltou a ser negociada acima dos 100 dólares.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado: