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A atual crise energética global provocada pela guerra no Oriente Médio tem um impacto ainda mais grave do que os dois choques do petróleo dos anos 1970 e as consequências da guerra na Ucrânia, disse o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE) nesta segunda-feira, 23.

“Atualmente, estamos perdendo 11 milhões de barris por dia, mais do que a soma dos dois grandes choques do petróleo”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, ao National Press Club, na Austrália, acrescentando que os suprimentos de gás natural liquefeito (GNL) foram reduzidos em cerca de 140 bilhões de metros cúbicos, em comparação com um déficit de 75 bilhões metros cúbicos após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Pelo menos 40 instalações de energia em nove países também foram “severamente danificadas” durante o conflito, segundo Birol.

“Nenhum país estará imune aos efeitos desta crise se ela continuar avançando”, disse o chefe da AIE. “A solução mais importante para este problema é a abertura do Estreito de Ormuz.”

O Estreito de Ormuz, vital rota por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido globalmente, foi fechado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, fazendo disparar os preços do petróleo mundialmente. Há quase duas semanas, os 32 países membros da AIE decidiram liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas emergenciais para compensar a interrupção no fornecimento causada pelo fechamento do estreito.

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Birol também expressou preocupação de que a dimensão da crise não tivesse sido totalmente compreendida, explicando sua decisão de falar publicamente sobre a situação na semana passada pela primeira vez. Segundo ele, a AIE está consultando governos da Ásia e da Europa sobre a liberação de mais petróleo estocado “se necessário”.

A declaração do diretor executivo da AIE ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dado um prazo de 48 horas para o Irã abrir o Estreito de Ormuz; caso contrário, teria a infraestrutura elétrica “obliterada”. Nesta segunda-feira, o ocupante do Salão Oval pareceu voltar atrás, anunciando o adiamento por cinco dias dos ataques contra usinas iranianas após “conversas produtivas” sobre o encerramento de todas as hostilidades.



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