A ida de Luiz Inácio Lula da Silva a Bogotá ocorreu em um momento delicado para a América Latina, que começa a ser pressionada por uma lógica de segurança mais rígida, com maior protagonismo militar e influência externa.

Na direção contrária, o petista vem tentando reafirmar a região como um espaço político autônomo, e não como terreno de intervenção.

No sábado, o presidente participou da 10ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do I Fórum Celac-África, em Bogotá.

Para Eduardo Galvão, especialista em risco político, ao participar de uma cúpula esvaziada, Lula não apenas sustenta a relevância da Celac, como atua para evitar seu esvaziamento político.

“Trata-se de um movimento de contenção: conter a consolidação de uma agenda regional pautada prioritariamente pela segurança”, disse Galvão.



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