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Ao menos duas pessoas acusadas de pertencerem a um quadrilha de extorsão foram presas nesta semana no Rio Grande do Sul por criarem perfis femininos falsos nas redes sociais para atrair homens. Após contato por dias, os criminosos ganhavam a confiança e pediam fotos íntimas das vítimas, que passavam a ser usadas para o crime, conhecido como “golpe dos nudes” ou “golpe da novinha”.
Foram apreendidos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, que serão analisados. Até o momento, autoridades conseguiram identificar movimentação financeira do bando em cerca de 150 mil reais em apenas 30 dias. Ao menos quinze pessoas em seis estados foram vítimas da quadrilha.
A Operação Dramaturgia do Medo foi deflagrada nas cidades de Triunfo, Sapucaia do Sul, Eldorado do Sul e Guaíba. A ação envolveu o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) e o Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). Segundo a Promotoria, “o grupo atraía vítimas por meio de perfis femininos falsos em redes sociais. Após conversas que evoluíam para a troca de imagens de cunho sexual, surgiam supostos familiares – e, em seguida, falsos delegados e promotores de Justiça – afirmando que a vítima teria se envolvido com menores de idade. As investigações começaram a partir do relato de duas vítimas de Minas Gerais acerca da chantagem de golpistas. O envolvimento de criminosos gaúchos foi constatado nas primeiras investigações”, disse trecho de nota divulgada.
As ameaças geravam exigências de pagamentos para evitar uma suposta responsabilização criminal. Em um dos casos, a vítima chegou a transferir 4.000 reais ao bando. Posteriormente, os criminosos pressionaram por uma transferência no valor de 30.000 reais. Em outra ocorrência, o grupo criminoso tentou receber 8.000 reais. “As apurações revelaram que os perfis utilizados apresentavam credenciais e IPs espalhados por vários Estados, sugerindo o uso de contas de terceiros para dificultar o rastreamento. A quebra do sigilo bancário identificou movimentação superior a 150 mil somente em um mês, distribuída entre contas de diferentes regiões do país. Há vítimas identificadas em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Roraima”, disse o MP.