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O Irã está perto de escolher um novo líder supremo, informou um integrante da Assembleia de Especialistas do Irã, órgão responsável pela escolha do novo líder, à TV estatal nesta quarta-feira, 4. Entre os nomes que despontam como favoritos para ocupar o posto está Mojtaba Khamenei, de 56 anos, segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em ataques dos Estados Unidos e Israel contra a nação persa no final de semana.

Embora nunca tenha ocupado um cargo oficial no governo da República Islâmica, Mojtaba é descrito como figura influente nos bastidores do poder, atuando como uma espécie de “guardião” do gabinete do pai.

Nascido em 1969 na cidade de Mashhad, o filho de Ali Khamenei cresceu durante o período em que seu pai participava da oposição ao xá deposto na Revolução Islâmica de 1979. Durante sua juventude, serviu na Guerra Irã-Iraque e, posteriormente, estudou em seminários religiosos na cidade de Qom, centro da formação teológica xiita.

Alinhado a setores conservadores, Mojtaba se posicionou contra reformistas que defendem maior aproximação com o Ocidente e flexibilização de normas internas.

O líder supremo no Irã tem a palavra final sobre temas estratégicos, como política externa e o programa nuclear — que o governo iraniano alega ter fins civis.

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Rejeição

Apesar de Mojtaba ser cotado como favorito para o cargo, a possível sucessão de pai para filho enfrenta resistência dentro da hierarquia clerical xiita. A ideia de dinastia política é malvista em um país cuja República Islâmica nasceu após a derrubada de uma monarquia em 1979. Críticos também afirmam que Mojtaba não possui a qualificação religiosa tradicionalmente exigida para o cargo. 

Em 2019, ele foi alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, sob a acusação de atuar oficialmente em nome do pai sem ter sido eleito ou nomeado para função pública.

Morte de Ali Khamenei

O aiatolá Ali Khamenei, morto durante uma ofensiva conjunta dos EUA e Israel, governou como líder supremo por 37 anos. Ele chegou ao poder em 1989, após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, grande líder da revolução islâmica.

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O presidente Masoud Pezeshkian definiu a morte de Khamenei como “um grande crime” e decretou um período de luto de 40 dias, além de sete dias de feriados públicos. Informações da agência de notícias estatal IRNA apontam que, enquanto um novo líder supremo não é eleito, um conselho tripartite formado pelo presidente, pelo chefe do judiciário e por um dos juristas do Conselho dos Guardiões, que assumirá temporariamente as funções de liderança no Irã. Além do aiatolá, mais de 40 oficiais de alta patente, segundo o presidente americano, Donald Trump, foram mortos no ataque de sábado.

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