O socorro bilionário ao Banco de Brasília (BRB) reacendeu um debate que sempre volta à mesa quando o dinheiro público entra em cena. Alex Agostini, economista da Reten, foi direto: a ajuda era inevitável para evitar uma liquidação da instituição, mas isso não significa que deva ser comemorada. “Em relação ao Socorro BRB é algo que era inevitável que ocorresse agora. *É lamentável que ainda haja bancos públicos no Brasil. Tudo isto deveria ser privatizado*”, afirmou. Para ele, o ponto sensível é simples de entender: o recurso sai dos cofres públicos — ou seja, do bolso da sociedade — e deixa de ir para investimentos que poderiam gerar retorno em outras áreas.

Agostini pondera que, apesar do tamanho do aporte, o mercado tratou o episódio como secundário. Hoje, os investidores estão muito mais atentos aos conflitos internacionais e às incertezas externas do que a um caso pontual envolvendo um banco regional. Ainda assim, o episódio reforça um alerta recorrente: sempre que o Estado assume o papel de controlador, o risco político caminha ao lado do risco financeiro — e a conta, no fim, pode bater na porta do contribuinte.

No front policial, a nova prisão de Daniel Vocaro, do Banco Master, elevou o tom da crise. Segundo Agostini, o caso entrou de vez na esfera criminal, com confirmações de ameaças a denunciantes. “Agora há confirmações de ameaças de pessoas que denunciavam Daniel Vocaro e toda a sua rede de apoio”, disse. Ele ainda alertou para possíveis desdobramentos políticos, citando a proximidade do banqueiro com figuras que tiveram apoio eleitoral. Ao mesmo tempo, o economista saiu em defesa do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários, classificando críticas como “cortina de fumaça” e afirmando que a atuação foi técnica e no tempo certo para evitar contaminação maior no sistema financeiro. Em outras palavras: a crise é séria, mas o sistema, por ora, segue de pé.



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