O clã Bolsonaro reagiu com indignação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou um pedido da defesa do ex-presidente para que ele vá para a prisão domiciliar humanitária. O magistrado listou todos os atendimentos médicos a que Jair Bolsonaro tem acesso na prisão, citou as inúmeras visitas que ele está recebendo no cárcere e disse que ele só foi para a prisão porque, quando estava na domiciliar, tentou fugir rompendo a sua tornozeleira eletrônica com ferro de solda.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nas suas redes sociais uma mensagem de tom religioso. “Muito triste toda essa injustiça… Dias difíceis… Não perdi a fé e creio que tudo está no controle de Deus e que não há mal que dure para sempre. O meu bem tem um desígnio aqui na Terra e tudo isso faz parte do processo. O que ele está vivendo hoje não muda o que Deus já preparou para o seu futuro. O amanhã pertence somente a Deus e ele continua escrevendo a sua história”, disse em seu perfil no Instagram.

O vereador Carlos Bolsonaro foi mais enfático. Ele listou comorbidades do pai e comparou o caso dele com o de outros presos por ordem do Supremo que conseguiram a benesse de cumprirem suas penas em casa. “Meu pai já passou por diversas cirurgias enquanto estava preso, já caiu, bateu a cabeça, teve traumatismo craniano leve, está com crises de soluço e outras comorbidades e, mesmo assim, segue em regime fechado”, disse o parlamentar no X.

Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República, não se manifestou publicamente sobre a negativa de Moraes. No entanto, também na segunda, mesmo dia da decisão, ele se habilitou no processo da execução penal no STF como advogado do pai. O senador é advogado de formação e está regularmente inscrito junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A habilitação dele como advogado pode dar a Flávio acesso privilegiado ao pai, sem as restrições de visita que as outras pessoas têm.





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