
O Ibovespa fechou em alta de 0,28% nesta segunda-feira, 2, avançando para os 189,3 mil pontos. O dólar, por sua vez, também encerrou o pregão em alta, cotado a 5,17 reais. O avanço da moeda americana reflete o aumento da aversão ao risco global após a escalada do conflito bélico entre Estados Unidos e Irã no fim de semana.
No cenário internacional, a guerra no Irã pressiona o mercado principalmente pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% do óleo e gás transportados por via marítima no mundo, o que eleva os preços dessas commodities. O barril de petróleo Brent disparou 7,8% hoje, cotado a 78,5 dólares, reacendendo preocupações sobre a trajetória dos juros nas economias centrais.
“O petróleo mais caro aumenta o risco inflacionário, reduz o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve e pelo BC e fortalece o dólar globalmente”, explica João Duarte, sócio da ONE Investimentos. “Em paralelo, moedas emergentes sofrem com o reposicionamento defensivo de portfólio”. No Brasil, as ações da Petrobras avançaram 4,63% acompanhando a subida das cotações.
No cenário doméstico, o Boletim Focus desta semana reduziu mais uma vez para baixo a projeção da Selic, a taxa básica de juros, para o fim do ano. A expectativa de economistas consultados pelo Banco Central é que o Brasil feche 2026 com juros a 12%, ante 12,3% projetados na semana passada. Para a inflação, a projeção do IPCA de 2026 ficou em 3,91%.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos oscilaram. O Santander (SANB11) teve leve alta de 0,06%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que avançou 0,38%. O Itaú (ITUB4) caiu 1,84%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o dia no zero a zero.
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