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O Pentágono informou neste domingo, 1º de março, que três militares americanos foram “mortos em combate” e cinco ficaram “gravemente feridos” na operação contra o Irã na véspera. As autoridades de defesa dos Estados Unidos não forneceram mais detalhes sobre as circunstâncias de tais episódios.
Essas foram as primeiras baixas de qualquer tipo entre oficiais americanos desde que os Estados Unidos se uniram a Israel com o lançamento de enormes bombardeios contra o Irã no sábado, matando seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos, a unidade militar do Departamento de Defesa responsável pelo Oriente Médio, escreveu no X (ex-Twitter) que não divulgarão imediatamente as identidades dos mortos na chamada “Operação Fúria Épica” em respeito às suas famílias.
“Até às 9h30 (horário do leste dos EUA) de 1º de março, três militares americanos foram mortos em combate e cinco ficaram gravemente feridos na Operação Fúria Épica. Vários outros sofreram ferimentos leves por estilhaços e concussões — e estão em processo de retorno ao serviço. As principais operações de combate continuam e nossos esforços de resposta estão em andamento”, afirmou o Comando Central. “A situação é dinâmica, portanto, por respeito às famílias, não divulgaremos informações adicionais, incluindo a identidade de nossos militares falecidos, até 24 horas após a notificação dos familiares”, acrescentou a publicação.
CENTCOM Update
TAMPA, Fla. – As of 9:30 am ET, March 1, three U.S. service members have been killed in action and five are seriously wounded as part of Operation Epic Fury.
Several others sustained minor shrapnel injuries and concussions — and are in the process of being…
— U.S. Central Command (@CENTCOM) March 1, 2026
Ataques aéreos
Os ataques a Teerã na madrugada de sábado 28 foram uma ação coordenada dos Estados Unidos com Israel, seu aliado próximo, que é inimigo histórico do regime dos aiatolás que comandam o país persa. O presidente americano, Donald Trump, confirmou os ataques e disse que o objetivo é defender o povo americano e garantir “que o Irã não terá uma arma nuclear”.
Em resposta, o Irã disparou contra instalações militares americanas no Bahrein, no Kuwait e no Catar. O regime também lançou mísseis e drones contra Israel. Ainda não há informações sobre possíveis danos. O Ministério da Defesa catari afirmou que as Forças Armadas do país derrubaram vários mísseis antes que eles alcançassem seu espaço aéreo.
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A ofensiva israelo-americana ocorreu após o fracasso da última rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo nuclear que controlaria o programa de enriquecimento de urânio da nação persa, vista como a possível última saída diplomática. Em junho de 2025, os Estados Unidos já haviam bombardeado instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Tel Aviv e Teerã.
Em relatório reservado a seus 35 Estados-membros, a agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que o Irã estocou parte de seu urânio altamente enriquecido em uma área subterrânea do complexo nuclear de Isfahan, no centro do país. É a primeira vez que o órgão vinculado à ONU especifica o local onde o material com grau de pureza de até 60% estaria guardado. O patamar está tecnicamente próximo dos 90% de enriquecimento considerados necessários para a produção de uma arma nuclear.
A tensão em torno do programa nuclear iraniano se intensificou após a erosão do acordo firmado em 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global, que impunha limites rígidos ao enriquecimento de urânio em troca do alívio de sanções. Desde a saída unilateral de Washington do pacto, durante o primeiro mandato de Trump, Teerã ampliou progressivamente seus níveis de enriquecimento e reduziu a cooperação com inspetores internacionais.
Ao mesmo tempo em que o campo diplomático encontrava dificuldades para avançar, os Estados Unidos seguiam acumulando poderio bélico ao redor do Irã. Na quarta-feira 25, Washington enviou uma dúzia de caças F-22 para a região, que já contava com dois porta-aviões, 12 contratorpedeiros e três embarcações de combate. Ao todo, os americanos reuniram sua maior força militar no Oriente Médio desde a invasão ao Iraque, em 2003.