
Referência no mercado de luxo, design e artesania, a St. James celebra 50 anos em 2026 e marca a data com um novo passo estratégico: a inauguração da Casa St. James, sua primeira casa de experiências, que convida o público a uma imersão completa em “objetos extraordinários” — aqueles que, além da funcionalidade, tornam-se “guardiões” de memórias. Localizado no Jardim Paulistano, em São Paulo, o espaço abre as portas em 10 de março e simboliza um reposicionamento da marca, que amplia seu universo para além dos tradicionais objetos em metal nobre — incluindo novas categorias, como tapetes e mobiliários — e aposta em uma imersão no estilo de vida que construiu ao longo de cinco décadas.
À frente da expansão está Ricardo Saad, 49 anos, CEO da empresa e herdeiro do legado do fundador, Waldir Saad, 83. Ele cresceu acompanhando a consolidação da marca e afirma que a reinvenção faz parte do próprio DNA da St. James. “Cresci vendo a St. James ser construída com rigor técnico, com o fazer 100% artesanal, com a obsessão por qualidade e uma visão muito clara de onde queria chegar. Isso moldou minha forma de enxergar o negócio. Ao mesmo tempo, eu entendi cedo que preservar não significa congelar. Reinventar a marca é uma responsabilidade minha. Para mim, o legado é a raiz. A reinvenção é o crescimento. Um não existe sem o outro e é nesse equilíbrio que eu procuro conduzir a marca todos os dias”, explica à coluna GENTE, ao destacar que seu papel é equilibrar tradição e inovação no comando da companhia.
Ricardo passou a atuar oficialmente na empresa em 2003. À época, era visto como “o filho do Sr. Waldir Saad”, mas rótulo nunca incomodou. “Sempre entendi o tamanho da história construída pelo meu pai, que continua muito presente na empresa”, pontuou. Formado em Engenharia Química pela USP, ele chegou a considerar uma trajetória mais técnica antes de assumir definitivamente o negócio da família. “No fim, percebi que meu desafio não era apenas continuar um negócio familiar; era construir, com método e estratégia, uma marca de luxo brasileira com relevância internacional”, afirma
Com peças presentes em produções como O Homem do Terno de 2 Bilhões de Dólares (2002) e no acervo oficial do governo dos Estados Unidos — incluindo itens utilizados no cerimonial de posse do ex-presidente Barack Obama —, a St. James consolidou sua presença fora do país. Ainda assim, Ricardo minimiza qualquer pressão. “Isso eleva naturalmente o nível de exigência. Cada detalhe precisa refletir excelência. Não é sobre viver do passado, mas estar à altura da nossa própria história, com coerência e rigor em tudo o que fazemos”, conclui Saad, pronto para inaugurar um novo capítulo do universo do luxo contemporâneo.