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O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste domingo, 1º de março, que o Irã será atingido “com uma força nunca vista antes” caso siga em frente com a promessa de realizar ataques massivos de retaliação após a ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel que, na véspera, matou o líder supremo Ali Khamenei. Teerã, porém, afirmou que reserva o “direito legítimo de vingança” e declarou uma nova onda de disparos contra bases americanas no Golfo, em desafio à ameaça do ocupante do Salão Oval.

Enquanto multidões se reuniam em Teerã, militares israelenses anunciaram que estavam novamente atacando alvos no coração da capital iraniana. Do outro lado, mais explosões também foram ouvidas em Jerusalém, Riad, Dubai, Doha e Manama.

Nesta madrugada, Trump foi às redes sociais para alertar os iranianos após uma série de ataques retaliatórios contra bases militares americanas em países como Bahrein e Catar. Bem ao seu estilo, com as letras maiúsculas de sempre, ele disse: “ONTEM, O IRÃ DISPAROU MÍSSEIS CONTRA OS ESTADOS UNIDOS E ISRAEL, E ELES CAUSARAM DANOS. HOJE, NÓS OS ATINGIREMOS COM UMA FORÇA QUE ELES NUNCA EXPERIMENTARAM ANTES.”

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Em resposta, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o assassinato de Khamenei foi uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”. “O Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os perpetradores e mentores deste crime histórico”, acrescentou.

Ali Larijani, o poderoso chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, também declarou: “Os bravos soldados e a grande nação do Irã darão uma lição inesquecível aos opressores internacionais.”

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Panela de pressão

Mais cedo, alguns iranianos saíram as ruas para comemorar o assassinato de Khamenei após a mídia estatal confirmar o fato, multidão a quem Trump incitou a tomar o poder, mas manifestações pró-governo também se formaram, com gritos de “Morte à América!” e pedidos de vingança.

Os primeiros ataques retaliatórios do Irã, no sábado, atingiram todos os países do Golfo, com exceção de Omã, que havia tentado mediar as negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo nuclear que imporia limites ao programa de enriquecimento de urânio da nação persa. Mas, no domingo, o porto comercial de Duqm, no país, foi atingido por dois drones, ferindo um trabalhador estrangeiro, segundo a Agência de Notícias de Omã. Um navio-tanque também foi atingido na costa do sultanato.

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A indignação com a onda de ataques americanos e israelenses contra o Irã no sábado, que matou Khamenei, de 86 anos, e outras figuras importantes, se espalhou para os vizinhos Iraque e Paquistão, onde multidões tentaram invadir missões diplomáticas americanas.

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Na megacidade paquistanesa de Karachi, pelo menos oito pessoas foram mortas durante protestos pró-Irã em frente ao consulado dos Estados Unidos, segundo Muhammad Amin, porta-voz do serviço de resgate da Fundação Edhi. Segundo ele, a maioria apresentava ferimentos a bala.

No Irã, o Crescente Vermelho informou que os bombardeios israelenses e americanos deixaram 201 mortos e centenas de feridos. O judiciário iraniano afirmou que um ataque que atingiu uma escola no sul do país no sábado matou 108 pessoas, embora o dado não tenha sido confirmado por autoridades independentes.



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