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A Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, afirmou neste domingo, 1º de março, ter atacado o porta-aviões que lidera a armada americana no Golfo Pérsico após a morte de seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, em uma ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel.
“O porta-aviões americano Abraham Lincoln foi atingido por quatro mísseis balísticos”, disse a guarda em um comunicado divulgado pela mídia local, alertando que “terra e mar se tornarão cada vez mais o cemitério de agressores terroristas”.
O USS Abraham Lincoln é um dos porta-aviões nucleares dos Estados Unidos, considerado pela Marinha americana como “o maior navio de guerra do mundo”. A embarcação é uma das dez integrantes da classe Nimitz, com 333 metros de comprimento, que podem transportar aproximadamente 100 mil toneladas de equipamentos, incluindo 65 aeronaves e múltiplos lançadores de mísseis.
O porta-aviões foi enviado ao Golfo Pérsico no final de janeiro (após alguns meses de estadia no Mar do Caribe, onde cercou a Venezuela antes da captura do ditador deposto Nicolás Maduro) como parte do que o presidente americano, Donald Trump, chamou de “armada”, deslocada para a região “por precaução” devido a tensões provocadas pela violenta repressão do Irã contra manifestantes no início do ano. A frota, então, serviu para fazer pressão sobre o regime dos aiatolás em meio às negociações por um acordo nuclear — cujo fracasso, segundo o ocupante do Salão Oval, foi o motivo da ação militar.
Promessa de vingança
Mais cedo neste domingo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou ser “dever e direito legítimo vingar os perpetradores e mentores” do assassinato de Khamenei, enquanto a Guarda Revolucionária prometeu a ofensiva “mais feroz da história” contra Israel e Estados Unidos.
“A operação ofensiva mais feroz da história das Forças Armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas”, escreveu a Guarda Revolucionária no Telegram, garantindo que haverá uma “punição severa” aos “assassinos” do líder supremo.
Em comunicado, a guarda condenou “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista”. “A mão vingativa da nação iraniana não os deixará em paz até ter infligido aos assassinos do imã da Umma uma punição severa e decisiva que eles lamentarão”, completou.
A República Islâmica também decretou neste domingo um período de luto de 40 dias e sete dias festivos após a morte de Khamenei, aos 86 anos, que estava no poder desde 1989, anunciou a televisão estatal.