A Força Aérea de Israel está “voando quase livremente” sobre Teerã, capital do Irã, informou um oficial a repórteres neste domingo, 1°, um dia após uma ofensiva conjunta com os Estados Unidos à nação persa matar o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e dezenas de autoridades militares iranianas. Mais cedo, Israel anunciou que convocará quase 100 mil reservistas para elevar o “nível de prontidão em várias frentes”. Segundo o jornal israelense Times of Israel, 50 mil já foram mobilizados.

“Estamos sobrevoando Teerã praticamente sem restrições. O espaço aéreo iraniano está completamente dominado por aeronaves israelenses”, disse o oficial da Força Aérea, segundo a emissora americana CNN. “Isto é apenas o começo.”

No X, antigo Twitter, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmou que os militares têm “operado sobre o espaço aéreo de Teerã, atacando e eliminando diversos alvos”, que incluem “lançadores de mísseis balísticos, quartéis-generais, sistemas de defesa aérea iranianos e centros de comando do regime terrorista iraniano”. Em paralelo, segundo as FDI, 50 drones iranianos lançados contra o território israelense foram interceptados por caças e helicópteros de ataque da Força Aérea.

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Navios afundados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou também neste domingo que as forças americanas afundaram nove navios e destruíram “grande parte” do quartel-general da Marinha do Irã. Mais cedo, Trump disse em entrevista à revista americana The Atlantic que estava disposto a dialogar com o novo líder interino iraniano, Alireza Arafi.

“Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou conversar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais”, afirmou.

A ofensiva israelo-americana ocorreu após o fracasso da última rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo nuclear que controlaria o programa de enriquecimento de urânio da nação persa, vista como a possível última saída diplomática. Em junho de 2025, os Estados Unidos já haviam bombardeado instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Tel Aviv e Teerã.

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Após os ataques conjuntos, o Irã respondeu com uma onda sem precedentes de disparos retaliatórios por todo o Oriente Médio, visando vários países que abrigam bases militares americanas, incluindo Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Os ataques continuaram durante todo o fim de semana, matando civis, danificando propriedades e paralisando o tráfego aéreo e marítimo em toda a região.

 





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