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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo, 1°, que concordou em conversar com o novo líder interino do Irã, Alireza Arafi, que assumiu o comando do país após a morte do aiatolá Ali Khamenei em uma leva de ataques dos Estados Unidos e Israel. Em entrevista à revista americana The Atlantic, o republicano afirmou que Teerã deveria ter escolhido o diálogo antes, em referência às rodadas de negociações sobre o programa nuclear iraniano que fracassaram.

“Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou conversar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais”, informou Trump em telefonema, acrescentando que não sabe dizer quando as tratativas serão realizadas.

O líder americano também apontou que algumas das autoridades iranianas envolvidas nas negociações nucleares foram mortas nos bombardeios, o que definiu como “um grande golpe” ao regime. Ele ressaltou que o Irã poderia “ter chegado a um acordo”, mas “jogaram sujo demais”. Questionado se prolongaria a campanha militar para apoiar um levante popular, Trump saiu pela tangente: “Tenho que analisar a situação no momento em que acontecer”, ponderou. O presidente dos EUA, no entanto, disse ter convicção que a população se rebelará.

“Isso vai acontecer. Vocês estão vendo isso, e eu acho que vai acontecer. Muitas pessoas estão extremamente felizes lá, em Los Angeles e em muitos outros lugares”, afirmou Trump.

“Sabendo que é muito perigoso, sabendo que eu disse a todos para ficarem onde estavam — acho que é um lugar muito perigoso agora”, continuou ele. “As pessoas lá estão gritando de alegria nas ruas, mas, ao mesmo tempo, muitas bombas estão caindo.”

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Ameaças do Irã

Mais cedo, Saeed Khatibzadeh, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, frisou que Trump cruzou “uma linha vermelha muito perigosa” ao assassinar o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em entrevista à emissora americana CNN, o diplomata garantiu que a reação não virá apenas de Teerã, mas de todo o mundo xiita, e enfatizou que uma resposta será necessária.

“Do ponto de vista religioso, ele era um grande líder, então muitos seguidores xiitas em toda a região e no mundo reagirão a isso. É muito óbvio, porque o presidente Trump cruzou uma linha vermelha muito perigosa”, disse Khatibzadeh. “Não temos outra opção a não ser responder.”

Em entrevista à emissora americana Fox News, Trump informou que “48 líderes foram eliminados de uma só vez”. Além de Khamenei, o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, o chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Mohammad Pakpour, o assessor próximo do líder supremo e que estava à frente do Conselho Nacional de Defesa, Ali Shamkhani, e o ministro da Defesa e Logística das Forças Armadas, Aziz Nasirzadeh, também foram assassinados.

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Após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel no sábado, o Irã respondeu com uma onda sem precedentes de disparos retaliatórios por todo o Oriente Médio, visando vários países que abrigam bases militares americanas, incluindo Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Os ataques continuaram durante todo o fim de semana, matando civis, danificando propriedades e paralisando o tráfego aéreo e marítimo em toda a região.

 



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