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O ex-presidente Jair Bolsonaro escreveu uma carta na qual defendeu sua mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) dos ataques que eles vêm recebendo de aliados, principalmente seu filho, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O documento foi fotografado e publicado nas redes sociais por Nikolas antes de ele dar início às manifestações deste domingo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do STF.

Em um trecho, Bolsonaro afirma que as campanhas para vagas do Senado e da Presidência da República devem conquistar apoios “pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”. A mensagem está associada às cobranças de líderes da direita bolsonarista para que Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro se envolvam mais e deem apoio mais explícito à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Especificamente sobre Michelle, Jair Bolsonaro afirmou que pediu que sua mulher não se envolvesse com política antes de março: “A mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém operada, bem como nos cuidados da minha pessoa”. A ex-primeira-dama é tida como grande fator eleitoral para 2026. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já admitiu sua importância para conquistar a Presidência. Também a pedido de Bolsonaro, Michelle deve disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal.

“Segue o líder!”, escreveu Nikolas na legenda da publicação. O deputado visitou o presidente Bolsonaro há pouco tempo no Complexo da Papuda, em Brasília, onde ele está preso. Na conversa, ele teria declarado que não disputará o governo de Minas Gerais, mas que tentará reeleição de deputado, objetivando ajudar a eleger muitos outros parlamentares de direita, por meio do quociente eleitoral.

A carta do ex-presidente foi compartilhada por vários parlamentares bolsonaristas, que endossaram sua mensagem, e por articuladores. Um deles foi o pastor Silas Malafaia, que foi contra a candidatura presidencial de Flávio no início, enquanto defendia que o melhor nome era o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com Michelle na vice. “Fui atacado, inclusive com vídeo debochando do meu nome e de minha posição de pastor, porque fui contra os ataques a Nikolas e Michelle (…). A carta de Bolsonaro é uma lapada nesses linguarudos. Ele diz: ‘Numa campanha majoritária, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques a aliados. Depois dessa, calados!”, repercutiu Malafaia.

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Leia a carta de Bolsonaro na íntegra:

Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, Pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa.

À Michelle, pedi para se envolver na política após março/26, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém operada, bem como nos cuidados da minha pessoa.

Numa campanha majoritária, bem como as cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados.

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Meu muito obrigado a todos pelo caminho e consideração.

Da nossa união o futuro do Brasil.

Jair Bolsonaro





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