Os Emirados Árabes Unidos anunciaram neste domingo, 1°, o fechamento da embaixada do país em Teerã, capital do Irã. Após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel, o Irã respondeu com uma onda sem precedentes de disparos retaliatórios por todo o Oriente Médio, visando vários países que abrigam bases militares americanas. Bombardeios foram registrados em Abu Dhabi e Dubai.

“Os Emirados Árabes Unidos anunciaram o fechamento de sua Embaixada em Teerã e a retirada de seu embaixador junto à República Islâmica do Irã, bem como de todos os membros de sua missão diplomática, em resposta aos flagrantes ataques com mísseis iranianos que atingiram o território dos Emirados”, informou Afra Al Hameli, diretora de comunicações estratégicas do Ministério das Relações Exteriores, no X, antigo Twitter.

“Esses ataques hostis contra alvos civis, incluindo áreas residenciais, aeroportos, portos e instalações de serviços, colocaram em risco civis inocentes em uma escalada grave e irresponsável e constituem uma violação flagrante da soberania nacional, além de uma clara infração ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas”, acrescentou ela.

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O comunicado afirmou que a decisão “reflete a posição firme e inabalável dos Emirados Árabes Unidos contra qualquer agressão que ameace sua segurança e soberania” e ocorre “diante da continuidade de condutas hostis e provocativas que comprometem os esforços de desescalada e empurram a região para uma trajetória altamente perigosa, ameaçando a paz e a estabilidade regionais e internacionais, bem como a segurança energética e a estabilidade da economia global”.

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A ofensiva israelo-americana ocorreu após o fracasso da última rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo nuclear que controlaria o programa de enriquecimento de urânio da nação persa, vista como a possível última saída diplomática. Em junho de 2025, os Estados Unidos já haviam bombardeado instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Tel Aviv e Teerã.

 



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