Líderes da comunidade internacional reagiram neste sábado, 28, ao ataque coordenado de Estados Unidos e Israel ao Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a ofensiva e afirmou que ela teve caráter defensivo, afirmando que o Irã “nunca terá uma arma nuclear”.

“Os acontecimentos no Irã são profundamente preocupantes”, afirmou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. “Garantir a segurança nuclear e evitar quaisquer ações que possam agravar ainda mais as tensões ou enfraquecer o regime global de não proliferação é de importância crítica.”

“A União Europeia adotou amplas sanções em resposta às ações do regime assassino do Irã e da Guarda Revolucionária e tem promovido de forma consistente esforços diplomáticos destinados a tratar dos programas nuclear e balístico por meio de uma solução negociada”, seguiu Von der Leyen.

A Rússia, por meio do Ministério das Relações Exteriores, pediu a interrupção imediata dos ataques dos EUA e de Israel, afirmando que a situação deve “retornar ao caminho de uma solução política e diplomática”.

Ex-presidente e ex-premiê da Rússia, atualmente vice do poderoso Conselho de Segurança russo, Dmitry Medvedev criticou duramente Donald Trump. “O pacificador mostrou mais uma vez a sua verdadeira face”, disse Medvedev. “Todas as negociações com o Irã eram fachada. Ninguém duvidava disso. Ninguém realmente queria negociar nada”.

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O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, afirmou: “O povo iraniano não deve pagar o preço pelas escolhas de seu governo. Lamentamos profundamente que os esforços diplomáticos não tenham levado antes a uma solução negociada”.

“O ataque é descrito por Israel como um ataque preventivo, mas não está em conformidade com o direito internacional”, disse o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth. “Ataques preventivos exigem uma ameaça imediatamente iminente.”

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, “condenou veementemente os ataques injustificados contra o Irã e pediu a interrupção imediata da escalada, por meio da retomada urgente da diplomacia, para alcançar uma resolução pacífica e negociada da crise”.



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