A Polícia Federal (PF) encontrou uma troca de mensagens entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) indiciado nesta sexta-feira, 27, como adiantou a coluna Radar de VEJA. Além de Bacellar, o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, e outras três pessoas foram indiciadas, incluindo um ex-assessor do parlamentar acusado de operar como uma espécie de financeiro do Comando Vermelho.

Na conversa, em maio de 2025, Cabral pede ajuda a Bacellar para que recebesse sua advogada para uma conversa sobre a “situação de improbidade” na Sexta Câmara de Direito Público no TJRJ. Segundo a PF, o desejo era de que o julgamento contra ele fosse retirado de pauta. Mais tarde, Cabral agradece pelo favor.

“Irmão! Saiu de pauta o meu processo”, disse o ex-governador a Bacellar, acrescentando: “Você é um querido!!!! Te amo, amigo!!!”

Procurado por VEJA, Cabral afirmou que perdeu na Sexta Câmara em um processo relacionado à improbidade administrativa e
enriquecimento ilícito, que está recorrendo e que se trata de “uma tremenda injustiça”.

A amizade entre o ex-governador e Bacellar é antiga. Em reportagem de VEJA publicada em dezembro de 2024, Bacellar, que empregava o filho de Cabral, Marco Antônio, na presidência da Alerj, não escondeu a ligação: “Tenho relação de amizade e respeito pelo ex-governador, diferente de muitos que eram bem mais próximos do que eu e hoje fingem não conhecer e viram as costas”.



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