A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse que o Banco de Brasília (BRB) vai reaver R$ 400 milhões após a Justiça determinar o bloqueio e arresto das ações da instituição em posse de fundos e pessoas vinculadas ao Banco Master e à Reag. Em agenda oficial na manhã desta sexta-feira (27/2), Celina afirmou que o BRB “foi vítima de uma fraude nacional”.
“Ontem nós já conseguimos ter quase R$ 400 milhões reavidos com uma ação que o próprio BRB entrou. Foi bloqueado aqui no TJ esse recurso que estava no Bradesco, que foi uma compra que havia sido feita”, declarou a vice-governadora.
O Metrópoles apurou que o arresto/bloqueio atinge ações do BRB de titularidade das seguintes pessoas e fundos:
- Daniel Bueno Vorcaro;
- Deneb Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia;
- João Carlos Mansur;
- Borneo Fundo de Investimento;
- Siracusa Fundo de Investimento;
- Blue Solutions Asset Management;
- Daniel de Faria Jernônimo Leite;
- Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado Investimento no Exterior;
- Victoria Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado Investimento no Exterior;
- Delta Fundo de Investimento;
- Daniel Lopes Monteiro;
- Casamata Administração e Participações;
- Bandeirante Fundo de Investimento; e
- Asterope Fundo de Investimento.
Segundo Celina, o BRB vai entrar com outras ações com objetivo de bloquear o patrimônio do liquidante do Master “para que o BRB não venha a ter nenhum prejuízo nessa fraude que o BRB foi vítima”.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-sócio do Master Maurício Quadrado, o investidor Nelson Tanure e o fundador da Reag, João Carlos Mansur, tornaram-se sócios do BRB após adquirirem ações de dois laranjas, conforme revelou o Metrópoles. O grupo Master/Reag, então, virou dono de 25% do capital do BRB.
A 13ª Vara Cível do Distrito Federal concedeu liminar e determinou o bloqueio imediato de todas as ações dos citados e o ressarcimento ao banco.
No processo, o BRB declarou que os empresários investigados passaram a integrar o capital social do banco “de forma ilegal”.