A jornalista Adriana Araújo, apresentadora do Jornal da Band, ironizou o Ministério Público Federal (MPF) de Minas Gerais após o órgão processar a TV Globo em R$ 10 milhões por conta da pronúncia da palavra “recorde”. A comunicadora afirmou que está faltando “vergonha” para discutir problemas mais graves.

Veja:

Desabafou

Durante o telejornal desta quinta-feira (26/2), Adriana Araújo alfinetou a situação: “Parece que a gente vive na Finlândia, que não tem nenhum problema grave pra resolver. E aí, nos damos ao luxo de gastar tempo e uma fortuna pra discutir um nada. Só que nós vivemos no Brasil, bem-vindos!”, começou.

“Um País que, ano após ano, bate recorde de feminicídios, mas o problema é se o apresentador de TV fala ‘récorde’ ou recorde. Será que temos ‘récorde’ ou recorde de estupros? De fuzil nas mãos de bandidos? De celulares roubados? De pacientes esperando por um médico especialista, por uma cirurgia?”, zombou.

Ela seguiu dizendo que falta “vergonha” ao MPF: “Faz décadas que milhões de crianças deixam a escola sem saber as contas básicas, sem aprender a ler. Mas o acento naquela palavrinha vai mudar tudo, né? Francamente. Tem uma palavra que tem uma pronúncia só: vergonha, e tá faltando pra muita gente”, encerrou.

Apresentadora da Band ironiza após MPF processar a Globo: “Vergonha” - destaque galeria

Cesar Tralli no Jornal Nacional
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Cesar Tralli no Jornal Nacional

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Adriana Araújo
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Adriana Araújo

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William Bonner com César Tralli e Renata Vasconcellos
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William Bonner com César Tralli e Renata Vasconcellos

Foto: Reprodução/TV Globo

Apresentadora Adriana Araújo.
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Apresentadora Adriana Araújo.

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Os jornalistas César Tralli e Roberto Kovalick
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Os jornalistas César Tralli e Roberto Kovalick

Globo/ Bob Paulino

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Apresentadora Adriana Araújo.
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Apresentadora Adriana Araújo.

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Processo

Na ação movida contra a TV Globo, o procurador Cléber Eustáquio Neves afirmou que a pronúncia da palavra “recorde” é feita de maneira errada pela emissora. Ele pede que a emissora corrija a pronúncia em rede nacional o quanto antes, bem como o pagamento da indenização por “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”.

Em seu argumento, ele usou vídeos de programas como o Jornal Nacional e o Globo Rural, afirmando que o fato dos apresentadores e repórteres da emissora pronunciarem a palavra de maneira inadequada causa um “efeito manada” na população, que também passaria a cometer o mesmo erro.

“A palavra ‘recorde’ é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: re-COR-de. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, escreveu o procurador no processo.





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