A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta quinta-feira (26/2), uma operação para desmontar um núcleo estratégico do Terceiro Comando Puro (TCP) envolvido no tráfico interestadual de drogas e fuzis.

A ação, batizada de Operação Fim da Rota, ocorre no Rio de Janeiro, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além de alvos em Minas Gerais e no Espírito Santo.

O foco da ação é atingir operadores que atuavam longe dos holofotes.

Diferentemente das investigações que miram criminosos já conhecidos, a Delegacia de Combate aos Crimes Organizados e Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) identificou integrantes que não tinham passagens pela polícia e levavam vida aparentemente comum, fora de comunidades dominadas pelo tráfico.

Segundo os investigadores, o grupo mantinha estrutura organizada, com divisão clara de tarefas e atuação coordenada entre Rio, Minas e Espírito Santo.

O líder do núcleo coordenava as ações a partir do Complexo da Maré, fazendo a ponte entre fornecedores e distribuidores, utilizando fachada comercial para transportar fuzis do tipo AR-10 e grandes carregamentos de entorpecentes.

A investigação apontou que o esquema utilizava comunicação criptografada, veículos adaptados com compartimentos ocultos e uma rede financeira montada para disfarçar o dinheiro do tráfico.

Transferências via Pix, contas de “laranjas”, empresas de fachada, fracionamento de valores e até uso de criptoativos faziam parte do modus operandi.

Segundo a polícia, o rastreamento financeiro foi essencial para identificar os chamados operadores “invisíveis”, responsáveis por movimentar e lavar os lucros da organização sem levantar suspeitas. Muitos nunca haviam sido investigados anteriormente.

A operação conta com apoio da Core, do DGPE, do DGPI e das polícias civis de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Mandados de prisão e busca e apreensão são cumpridos de forma simultânea para atingir tanto a ponta armada quanto o braço financeiro do TCP.



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