A indústria da construção registrou em janeiro o pior desempenho para o mês desde 2017 – ou seja, em nove anos. A informação consta na sondagem mensal sobre o setor, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (26/2).

Além da freada do nível de atividade, cita a análise, o número de empregados registra queda há 3 meses consecutivos. Entre dezembro e janeiro, ele recuou de 45,7 pontos para 45,3 pontos.  A Utilização da Capacidade Operacional (UCO), um dos indicadores do segmento, encontra-se no menor patamar em quatro anos.

No caso do nível de atividade da indústria da construção, ele ficou em 43,1 pontos em janeiro de 2026, ante 44,7 pontos em dezembro. Esse recuo na passagem entre os dois meses (dezembro e janeiro) é usual, mas, segundo a sondagem, em 2026, ele foi mais intenso e disseminado.

“Os juros altos encareceram o crédito, dificultando o acesso pelas empresas e, consequentemente, os investimentos do setor. Além disso, prejudicaram a demanda, impactando o desempenho da construção”, diz Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.



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