As motivações para fazer sexo no primeiro encontro podem variar bastante. Apesar disso, o tema prossegue como um tabu, principalmente entre as mulheres, que costumam carregar a dúvida: afinal, transar ou não no primeiro date?

Uma pesquisa descobriu que apenas 5% das mulheres veem o sexo no primeiro encontro como algo positivo ou minimamente positivo para o futuro do relacionamento. Aparentemente, é difícil se libertar de padrões sociais ultrapassados.

Mulheres preferem não fazer sexo no primeiro encontro

Outra pesquisa, desta vez da empresa britânica Lovehoney, apontou que 49% das pessoas admitem que já transaram no primeiro encontro. Este resultado, quando separado por gênero, sofre uma mudança: entre os homens, 59% admitiu fazer sexo no primeiro date, enquanto apenas 43% das mulheres fizeram a mesma afirmação.

Por que o sexo no primeiro encontro ainda é um tabu entre as mulheres?

Mas porque, ainda hoje, há tanto tabu sobre o assunto? A sexóloga Claudia Petry explica que, no aspecto relacional, há pessoas que não teriam a relação sexual em um primeiro momento porque preferem construir uma maior intimidade ou mesmo perceber uma certa compatibilidade sexual para se entregar ao sexo no primeiro encontro.

Entenda por que o sexo no primeiro encontro ainda é tabu para mulheres - destaque galeria

O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
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No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
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Contudo, um dos aspectos que mais interferem é o sociocultural, que carrega ensinamentos e crenças limitantes de que quem transa no primeiro encontro não é “para casar”. Ou, ainda, que se houver sexo no primeiro encontro o outro pode perder o interesse.

Perguntemos às nossas mães e avós como era vista pela sociedade a mulher que transava no primeiro encontro, ou se alguma mulher tinha a liberdade de falar que gostava de sexo. Nem pensar, este papel era do homem e assim a sociedade seguiu”, acrescenta a profissional.

Mas, e se o sexo por ruim?

Uma matéria anterior da Pouca Vergonha abordou o assunto sobre o que fazer se o sexo for ruim, mas o date foi bom. A sexóloga Larissa Elmokdisi respondeu se compensa prosseguir em um relacionamento quando o sexo, logo de início, foi “meia-boca”.

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O bem-estar sexual é considerado um dos pilares da boa saúde pela OMS
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O uso de camisinhas previne, além de gravidez, diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)
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A atividade sexual deve ser prazerosa em todas as etapas da vida
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Cuidar da saúde sexual é importante para o bem-estar mental, psicológico e emocional
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Diariamente, a Pouca Vergonha, coluna de sexo do <b>Metrópoles</b>, traz dicas para melhorar sua vida sexual
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Pessoas sexualmente ativas devem fazer exames médicos periodicamente para assegurar a saúde
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Brasileiro inicia vida sexual aos 18 anos e tem, em média, 10 parceiros na vida, indica pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
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O sexo é considerado uma atividade física
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“Se o sexo não for o pilar (existem pessoas que são carnais e colocam o ato sexual como algo importante numa relação) que sustenta a relação do casal, há como prosseguir. Muitas vezes, a questão do problema do casal na parte sexual vem acompanhada de estresse, sobrecarga, desalinhamento, desconexão…”, comenta a profissional.

Já a sexóloga Laís Melquíades comenta que “muita gente acredita que ‘química’ é algo mágico e imutável, mas, na realidade, o que existe são coincidências de movimentos, encaixes que agradam e a combinação de outros fatores emocionais e de conexão”. Ou seja, é preciso dar tempo ao tempo — seja você quem transa no primeiro encontro, seja quem prefere esperar mais intimidade.



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