
Em uma iniciativa defendida há algumas semanas pela oposição, a CPMI do INSS apreciará nesta quinta-feira dezenas de requerimentos, entre eles, que pedem as quebras de sigilos bancários e fiscais de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O colegiado também analisará novas convocações e depoimentos.
Só depois dessa etapa, a comissão que investiga fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários ouvirá o empresário Paulo Camisotti, o deputado estadual Edson Araújo e o advogado Cecílio Galvão.
Filho e sócio de Maurício Camisotti, preso sob a acusação de envolvimento nas fraudes no INSS, Paulo é investigado por suposta participação em esquema de descontos não autorizados.
Já Araújo é mencionado em apurações da PF por ter movimentado e recebido recursos de uma entidade ligada a trabalhadores da pesca e da aquicultura do Maranhão.
Galvão, por sua vez, teria recebido cerca de 4 milhões de reais de entidades investigadas por fraude. Ele é um dos sócios de uma prestadora de serviço para institutos de previdência de cidades de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.