A tragédia provocada pelas chuvas em Minas Gerais ultrapassou as fronteiras do país e se tornou destaque na imprensa internacional. Com imagens de bairros submersos, encostas inteiras desmoronadas e veículos arrastados pela força da água, veículos da Europa, da América do Sul e do Oriente Médio classificaram o episódio como mais um capítulo dramático na série de eventos climáticos extremos que têm atingido o Brasil.

Até o início da tarde desta quarta-feira, 25, ao menos 30 mortes foram confirmadas e cerca de 39 pessoaspermanecem desaparecidas, enquanto centenas de residentes foram forçados a abandonar suas casas em cidades como Juiz de Fora e Ubá, as mais atingidas pelo desastre.

Entre as grandes agências de notícias, a Reuters contextualizou o episódio dentro do período mais chuvoso do ano no país. “Grande parte do Brasil entra no auge da estação chuvosa durante o verão, de dezembro a março, trazendo frequentes chuvas intensas, tempestades, inundações e deslizamentos de terra”, registrou.

A francesa AFP enfatizou os deslizamentos em áreas urbanas densamente povoadas e o volume de chuva muito acima da média histórica. Já a Associated Press chamou atenção para a evacuação de centenas de moradores, a interrupção de serviços básicos e a mobilização de equipes de resgate em meio ao risco de novos temporais.

No Reino Unido, a BBC destacou as operações de busca em meio à lama e aos escombros. “As operações de resgate continuam, com trabalhadores e moradores buscando dezenas de pessoas desaparecidas após o desabamento de várias casas e prédios durante a noite”, afirma a reportagem.

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O The Guardian também deu espaço à tragédia e ressaltou a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se manifestou nas redes sociais. “Nosso foco é garantir assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio aos deslocados internos e o apoio à reconstrução”, disse o presidente.

Na Espanha, o jornal El País destacou que o Rio Paraíba e seus afluentes transbordaram, interditando dezenas de ruas e alagando bairros inteiros. Segundo o jornal, a situação foi agravada pelo solo já saturado após dias consecutivos de chuva.

Em Portugal, a SIC Notícias enfatizou o estado de emergência decretado em municípios mineiros e alertou para a previsão de novas precipitações. O canal relatou danos estruturais severos, com estradas bloqueadas e dificuldades de acesso às áreas atingidas.

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Na França, o tradicional Le Monde inseriu o desastre em uma sequência recente de tragédias climáticas no Brasil. O diário relembrou as enchentes históricas no Rio Grande do Sul, em 2024, e o desastre em Petrópolis, em 2022, ambos com centenas de vítimas. A publicação destacou que o país tem enfrentado, nos últimos anos, uma sucessão de eventos extremos— de inundações a secas severas e ondas de calor.

Na América do Sul, o argentino Clarín exibiu vídeos de carros sendo arrastados pela enxurrada e alertou para a previsão de continuidade das chuvas nos próximos dias. O La Nación deu ênfase aos relatos de moradores em busca de parentes desaparecidos após as tempestades e às dificuldades de acesso às áreas isoladas.

Fora do eixo Europa–América, a cobertura também ganhou força. A rede catari Al Jazeera acompanhou o trabalho de equipes de resgate com cães farejadores e trouxe relatos de moradores que perderam familiares sob os escombros.



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