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O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que as alíquotas de importação poderão ultrapassar os 15% prometidos por Donald Trump, dependendo do parceiro comercial.

Hoje fixadas em 10%, elas devem subir para 15% para alguns países e poderão ir além para outros, embora o governo não tenha revelado quais serão atingidos.

A mensagem é de que Washington ainda pretende usar tarifas como instrumento de negociação. Países que resistirem a abrir seus mercados ou que descumprirem acordos poderão enfrentar taxas mais altas. Aqueles que colaborarem tendem a ter tratamento mais brando.

Com a China, no entanto, o tom é de cautela. O governo afirmou que não pretende elevar as tarifas acima dos níveis atuais, preservando a trégua comercial firmada entre os dois países. A decisão ocorre às vésperas de uma viagem de Trump a Pequim e indica que a Casa Branca busca evitar uma nova escalada com a segunda maior economia do mundo, o que poderia provocar retaliações e instabilidade nos mercados.

Ao mesmo tempo, Washington reforça que utilizará a chamada Seção 331, dispositivo legal que permite investigar e punir práticas comerciais consideradas desleais, como mecanismo de fiscalização dos acordos recentes. Na prática, isso significa que os parceiros comerciais estarão sob monitoramento constante.

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O caso da Indonésia ilustra a abordagem. O país asiático aceitou uma tarifa de 19% imposta pelos EUA e, em contrapartida, comprometeu-se a abrir seu mercado a produtos americanos. O modelo sugere uma política comercial baseada em trocas diretas: acesso ao mercado americano em troca de concessões.



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