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Os Estados Unidos enviaram cerca de uma dúzia de caças F-22 para Israel nesta terça-feira, 24, segundo informações publicadas pelo jornal americano The New York Times. A movimentação ocorre em meio à escalada de tensões com o Irã e a dois dias de uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Autoridades norte-americanas confirmaram na terça-feira à noite que os caças estavam sendo enviados a Israel e que parte deles já havia chegado ao destino. O envio faz parte de um reforço militar americano no Oriente Médio, que vem sendo ampliado nas últimas semanas.

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O F-22, que a Força Aérea americana diz que “não pode ser igualado a nenhuma aeronave de combate conhecida ou projetada”, é um caça com tecnologia de baixa detecção por radar e capacidade de realizar ataques contra alvos aéreos e terrestres. Os F-22s foram utilizados pelos EUA durante os ataques às instalações nucleares iranianas em junho do ano passado.

Negociações

Desde o início de fevereiro, Washington e Teerã vêm estabelecendo um frágil diálogo para debater o futuro do programa nuclear iraniano. Até o momento, duas rodadas de negociação ocorreram, ambas mediadas por Omã. O envio dos caças ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações, programada para acontecer na quinta-feira 26 em Genebra.

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Autoridades iranianas, incluindo o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi, disseram nas últimas horas que um acordo ainda é possível, desde que as conversas se concentrem exclusivamente no programa nuclear e respeitem a soberania iraniana.

Araghchi reafirmou que Teerã não busca desenvolver armas nucleares, mas insiste no direito ao enriquecimento de urânio para fins civis.

Ao falar sobre o tema na segunda, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, enfatizou que o Irã “nunca se rendeu” em nenhum momento da história, e disse que as posições de Teerã sobre seu programa nuclear são claras. “Nenhuma negociação que comece com um fardo imposto e um julgamento prévio chegará naturalmente a um resultado”, disse o porta-voz.

Ao mesmo tempo, o governo americano tem tentado ampliar a agenda das negociações, cobrando progressos não apenas no tema nuclear, mas também no programa de mísseis balísticos de Teerã e no papel regional iraniano no apoio a grupos armados no Oriente Médio, demandas que Teerã considera inaceitáveis como condição para avançar.



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