A prefeitura de Petrolina pagou 189 milhões para uma empresa de parentes do ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho.

Os repasses começaram durante a gestão do filho do ex-senador, Miguel Coelho, e continuaram após o vice dele, Simão Durando Filho, assumir o posto, com a renúncia do titular.

Parte dos recursos foi enviado por emendas parlamentares de Bezerra e de outro filho seu, o deputado federal Fernando Filho (União Brasil-PE).

Essas transações ajudaram a embasar a operação da PF desta quarta-feira que mirou o ex-senador e o deputado. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF.

“A prefeitura de Petrolina vem utilizando recursos repassados pela Codevasf para contratar empresa pertencente a dois indivíduos, dos quais um é ‘primo por afinidade’ e o outro é o cunhado de outro primo do (ex)prefeito, com o uso de emendas parlamentares enviadas pelo pai e pelo irmão do então Chefe do Executivo Municipal”, afirmou a PF.

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A Liga Engenharia passou de 27ª empresa a mais receber recursos da prefeitura de Petrolina, em 2017, à primeira colocação, em 2024.

Na representação enviada ao STF, a corporação destacou os “contornos criminosos” desse privilégio à empresa:

“Todas as informações acima acerca de contratações da LIGA ENGENHARIA pela CODEVASF e pelo Município de Petrolina, com intervenção direta ou indireta de FERNANDO BEZERRA COELHO e/ou de FERNANDO FILHO, assumem contornos criminosos quando se verifica que a aludida construtora é de propriedade de não apenas um, mas dois familiares ‘por afinidade’ dos políticos”, afirma o documento.



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