![MADRID, SPAIN - FEBRUARY 25: Atmosphere before the UEFA Champions League match between Real Madrid and Benfica, in the vicinity of the Bernabeu, on 25 February, 2026 in Madrid, Spain. It is the second leg of the round of 32 tie; Real Madrid won 1-0 in the first leg in Lisbon.[**********]. (Photo By Matias Chiofalo/Europa Press via Getty Images)](https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/02/GettyImages-2263532880.jpg?quality=70&strip=info&w=1024&h=683&crop=1)
A capital espanhola viveu momentos de tensão na quarta-feira, 25, com confrontos entre torcedores do Benfica e a polícia espanhola nas imediações do Santiago Bernabéu, palco do jogo de volta da Champions League entre Real Madrid e Benfica. Para entender a dimensão do que aconteceu nas ruas de Madri, é preciso voltar ao Estádio da Luz, em Lisboa, onde tudo começou.
Com a eliminatória carregada de ressentimentos dentro e fora de campo, as autoridades espanholas classificaram o confronto como evento de “alto risco” e montaram um aparato de segurança proporcional à gravidade do momento. A Comissão Estatal contra a Violência, o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância no Desporto determinou medidas reforçadas, mobilizando cerca de 1.800 agentes para acompanhar os mais de 4.200 torcedores do Benfica com ingressos válidos.
O esforço, porém, não foi suficiente para conter os ânimos. Torcedores portugueses se envolveram em confronto direto com a polícia horas antes do jogo, com imagens registrando o uso de gases, cassetetes e bombas de efeito moral para dispersar o grupo nas imediações do Bernabéu. Os incidentes ocorreram durante a condução dos ultras do setor central da cidade até o acesso visitante do estádio, com empurra-empurras, arremesso de objetos e relatos de confusão em bares da região.
Na partida de ida, disputada em 17 de fevereiro, o Real Madrid venceu por 1 a 0 com um gol de Vinícius Júnior — um chute colocado de fora da área no ângulo alto —, mas o resultado ficou completamente em segundo plano. Após marcar, Vinícius deixou o campo e se recusou a retornar, acusando um jogador do Benfica de ter proferido insultos racistas. O árbitro paralisou a partida por cerca de dez minutos em cumprimento ao protocolo antirracismo da Uefa.
A entidade analisou imagens do atacante argentino Gianluca Prestianni antes de anunciar sua suspensão provisória, deixando o Benfica desfalcado para a decisão em Madri. A tarde em Lisboa ainda reservou outras cenas de violência: torcedores do Benfica arremessaram garrafas d’água e outros objetos nos jogadores do Real Madrid nos minutos finais, o técnico José Mourinho foi expulso e cumpre suspensão no jogo de volta.