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A publicação nas redes sociais do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — que é pré-candidato à Presidência da República — pedindo o apoio de “todas, todos, todes, todys e todXs” para sua eleição em outubro criou uma confusão na cabeça de alguns eleitores da sua base — que comumente são os primeiros a criticar a chamada linguagem neutra, com mudanças diretas nas palavras para não usar nem o gênero masculino e nem o feminino.

Vários apoiadores responderam ao senador diretamente na publicação. Uma mulher identificada como Sarita Coelho, por exemplo, reclamou do uso dos termos e criticou a modalidade linguística: “União, meus amigos, mas sem maltratar a língua portuguesa com linguagem supostamente ‘neutra’”.

Já outro identificado apenas como Glauber disse que não iria votar em Flávio até então, mas que, após o uso dos termos, agora iria fazer campanha contrária. “Já não tinha meu voto, agora vou fazer campanha contra”, escreveu. “Usando pronome neutro? Perdeu meu voto”, comentou mais um que aparece com o nome Omar. “Parabéns, mano, agora eu vou votar no Lula”, escreveu um terceiro sem identificação.

O usuário Lucas Vendite colocou em questão até mesmo a posição que Flávio Bolsonaro busca ocupar, representando o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Pronome neutro? Sério? Você que quer ser o novo líder da ‘direita conservadora’?”, ironizou.

Outros perfis optaram pelas reações de escárnio e fizeram brincadeiras com as escolhas. Um perfil nomeado como Thais expressou uma risada e questionou se era verdade: “Eu li isso mesmo? Kkkkkkk”. Mais um, sob o nome de Italo, printou a publicação original de Flávio, que foi feita acompanhada de um foto em que ele aparece ao lado do pai, Jair Bolsonaro, em cima de um trio elétrico, e editou a imagem, provavelmente com inteligência artificial, trocando suas roupas por vestimentas coloridas e curtas associadas ao movimento LGBTQIAP+.

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A publicação de Flávio Bolsonaro foi vista nos bastidores da política como uma reposta leve e irônica à discussão entre seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por mais ou menos apoio a sua candidatura presidencial.

A mensagem, que pede união em torno de sua campanha e menos briga, independente de quaisquer diferenças, também foi lida como uma tentativa de Flávio de se mostrar menos radical que Jair Bolsonaro, com mais capacidade de diálogo e entrada no campo de centro da política.





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