
A Polícia Civil de São Paulo abriu uma investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta dentro de casa com um tiro na cabeça. O caso inicialmente foi registrado como suicídio, mas a polícia desconfiou das condições da morte e decidiu mudar a investigação de categoria.
Gisele era casada com o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Netol. Segundo informações do boletim de ocorrência, ele é quem teria acionado o socorro após encontrar a esposa em casa. Quando foi socorrida, a policial ainda estava com pulso. Ela foi levada ao Hospital das Clínicas de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Ela vivia no Brás, bairro que fica entre as zonas central e leste de São Paulo. Gisele trabalhava no Departamento de Suporte Administrativo do Comando Geral da PM. A mãe dela concedeu entrevistas afirmando que o relacionamento dela era conturbado e abusivo.
Em nota enviada à reportagem, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo: “A Polícia Civil esclarece que o caso foi inicialmente registrado como suicídio consumado no 8º DP (Brás). posteriormente, foi incluída a natureza de morte suspeita para apurar as circunstâncias do óbito da vítima. Diligências estão em andamento”.
O marido não é considerado suspeito. A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar, mas não obteve retorno.