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A participação de Lula no desfile que o homenageou no Carnaval deixou um sinal amarelo no Planalto: o ruído entre evangélicos. No programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz, a jornalista Marcela Rahal questionou o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), sobre o saldo político do episódio — especialmente após levantamentos digitais indicarem predominância de menções negativas e uma repercussão desfavorável em um eleitorado estratégico (este texto é um resumo do vídeo acima).

A pergunta foi direta: houve mais prejuízo do que ganho político?

Uczai reconheceu as críticas, mas descartou erro estratégico. Para ele, o presidente é “um líder popular que participa de tantos eventos” e não deveria deixar de comparecer a uma homenagem por cálculo eleitoral. A reação adversa, afirmou, faz parte de uma disputa de narrativa que será enfrentada com comparação de gestões.

O Carnaval afetou a relação de Lula com os evangélicos?

Marcela apontou o ponto mais sensível: pesquisas indicam que o governo tem desempenho inferior entre evangélicos, segmento no qual a oposição mantém vantagem consistente. A repercussão negativa do desfile teria reforçado essa fragilidade.

Uczai respondeu deslocando o debate para o campo das políticas públicas. “A política social do governo presidente Lula atinge milhões de famílias de evangélicos”, afirmou. Segundo ele, a crítica baseada em valores morais não se sustenta diante de resultados concretos.

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O líder petista argumentou que a “extrema direita” utiliza redes sociais para construir uma narrativa sobre família e costumes, mas que essa construção pode ser “desconstruída” com dados e comparação histórica.

A estratégia será disputar valores ou enfatizar resultados?

Ao mencionar críticas de Flávio Bolsonaro, Uczai indicou qual será a linha do PT: confronto direto com a gestão anterior. “Vamos comparar quem cuida da família, quem cuida dos valores democráticos do país e quem não cuidou”, declarou.

A aposta é deslocar o debate simbólico — no qual a direita costuma ter vantagem entre evangélicos — para o terreno da economia, das políticas sociais e da gestão da pandemia. O deputado evocou inclusive experiências pessoais ligadas à Covid-19 para sustentar a comparação.

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Há tempo para virar o jogo nesse eleitorado?

Para Uczai, sim. “Estamos em fevereiro ainda”, disse, ao defender que há margem suficiente até a eleição para dissipar o desgaste. A estratégia passa por mostrar “fatos, materialidade e políticas públicas” que, segundo ele, beneficiam diretamente famílias evangélicas.

O desafio é evidente: o governo precisa convencer um segmento que mistura pauta econômica com valores culturais — e que reage rapidamente a símbolos e gestos públicos. O episódio do Carnaval mostrou que, para além da avenida, o campo religioso seguirá sendo um dos principais tabuleiros da disputa eleitoral.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.



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