
A Polícia Civil de Goiás concluiu nesta quinta-feira, 19, as investigações sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, apontando que ela foi morta com dois tiros na cabeça pelo síndico do prédio onde vivia, Cleber Rosa de Oliveira. Ele está preso preventivamente. Além disso, a polícia também divulgou um vídeo (assista abaixo), que é o último registro de Daiane antes de ela morrer, no qual ela mostra que a energia do prédio estava funcionando normalmente, e que apenas o seu apartamento havia sido desligado.
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro no subsolo do prédio em que vivia, inicialmente sem deixar rastros. O caso ganhou bastante repercussão, pois imagens de câmeras de segurança mostraram a corretora descendo até o subsolo, sem levar quaisquer pertences além do celular, momento desde o qual não foi mais vista. O apartamento dela, inclusive, estava destrancado. Não houve tentativa de movimentação bancária e tampouco havia sinais de que ela pretendia viajar.
Quando desceu ao subsolo, Daiane estava indo conferir o motivo de apenas o seu apartamento estar sem energia elétrica. No vídeo acima, é possível ver que ela constata que todas as demais unidades estão normais e que apenas a chave da sua residência havia sido desligada. No subsolo, ela encontra o síndico, que aparece na filmagem “Ah, olha quem eu encontro”, diz. Logo após localizar o seu relógio de energia, ela dá um grito e a filmagem é interrompida.
O corpo dela foi encontrado em avançado estado de decomposição no dia 28 de janeiro, em uma área de mata a 15 quilômetros da sua residência. No dia, o porteiro confessou que matou a corretora, mas não deu outros detalhes sobre a dinâmica do crime. Os dois haviam protagonizado inúmeras discussões que, inclusive, terminaram com intervenção policial. Daiane havia formalizado várias queixas contra o porteiro, algumas se tornaram processos judiciais, outras foram arquivadas.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, Cleber Rosa de Oliveira desligou a energia do apartamento de Daiane de forma premeditada. Ele a agrediu pelas costas quando ela desceu ao subsolo. A arma usada no crime foi jogada no lago Corumbá, no caminho entre o prédio e o local da desova do corpo. O celular de Daiane foi jogado no esgoto do prédio, mas a polícia o recuperou. Por meio do luminol, a polícia encontrou sangue no carro do porteiro.