
O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bem que tentou, mas, apesar do aumento massivo de tarifas comerciais que promoveu sobre o mundo inteiro desde que assumiu o gabinete, em janeiro do ano passado, os efeitos sobre a balança comercial de seu país parecem ter sido limitados.
Segundo dados os divulgados nesta quinta-feira, 19, pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, as importações do país cresceram em 2025, as exportações também avançaram e, no balanço final, o déficit comercial ficou praticamente estável na comparação com o resultado de 2024.
As importações totais de bens e serviços, de acordo com os dados oficiais, cresceram 4,8% em 2025, para 4,33 trilhões de dólares. Em 2024, o número havia sido de 4,17 trilhões. Consideradas apenas as importações de bens, que são os produtos físicos de fato afetados pelas tarifas de Trump, o avanço no ano foi de 4,3%, para 3,44 trilhões de dólares. Elas representam a maior parte da corrente de comércio dos EUA com o resto do mundo. Já as importações dos serviços cresceram 6,5%, para 895 bilhões de dólares.
Do outro lado, as exportações totais avançaram 6,2%, para 3,43 trilhões de dólares – valor ainda bastante abaixo das importações. Como resultado, o saldo comercial norte-americano, que é a diferença entre tudo o que o país compra e vende no mercado internacional, ficou negativo em 901,5 bilhões de dólares, apenas 2 milhões de dólares a menos do que no ano anterior, quando o resultado, também no vermelho, de 903,5 bilhões de dólares. Trata-se de uma queda quase nula, de 0,2%.
Em atualização