A família de Virginia Giuffre afirmou nesta quinta-feira, 19, que a prisão de Prince Andrew representa a confirmação de que “ninguém está acima da lei, nem mesmo a realeza”.

A declaração foi divulgada após o ex-príncipe ser detido pela Polícia do Vale do Tâmisa sob suspeita de má conduta em cargo público.

Em nota enviada ao jornal britânico The Guardian, os irmãos de Giuffre — que morreu em abril de 2025 — agradeceram às autoridades pela investigação.

“Em nome de nossa irmã, expressamos nossa gratidão pela investigação e pela prisão de Andrew Mountbatten-Windsor”, afirmaram. “Ele nunca foi um príncipe. A todos os sobreviventes, Virginia fez isso por vocês.”

Em meio às repercussões da prisão, familiares de Giuffre declararam que sua coragem “derrubou um príncipe”.

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Em comunicado enviado à BBC, disseram que “uma americana comum, vinda de uma família americana comum, derrubou um príncipe britânico com sua verdade e sua coragem extraordinária”.

Segundo a polícia, a detenção ocorreu após uma “avaliação minuciosa” das provas reunidas. Agentes à paisana e viaturas descaracterizadas foram até Sandringham, onde Andrew reside.

O Palácio de Buckingham informou que o rei Charles III recebeu a notícia “com preocupação”, mas reiterou que “a lei deve seguir seu curso”.

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A prisão recoloca no centro do debate um dos maiores escândalos a atingir a monarquia britânica nas últimas décadas e reacende as acusações ligadas ao caso Jeffrey Epstein.

Quem foi Virginia Giuffre

Virginia Giuffre foi a primeira mulher a acusar publicamente Andrew de abuso sexual no contexto da rede de exploração comandada por Epstein. Em denúncia apresentada em 2014, ela afirmou ter sido vítima de tráfico sexual e declarou que foi forçada a manter relações com o então príncipe ao menos três vezes em 2001, quando tinha 17 anos. Andrew sempre negou as acusações.

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O caso ganhou dimensão internacional e levou, em 2022, a um acordo extrajudicial entre Andrew e Giuffre, firmado sem admissão de culpa. A repercussão resultou no afastamento do duque das funções oficiais da família real e na perda de seus títulos militares e patronatos.

Além de Epstein, que morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento, e de Ghislaine Maxwell — condenada por tráfico sexual de menores —, o nome de Andrew tornou-se um dos mais associados ao escândalo.

Nos últimos meses, uma segunda mulher, que permanece anônima, também apresentou acusações relacionadas ao ex-príncipe. A investigação agora busca esclarecer a extensão das responsabilidades.

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Giuffre morreu na Austrália, onde vivia, e sua família atribuiu a morte aos danos psicológicos decorrentes de anos de abuso e exploração.

Para os irmãos, a prisão de Andrew simboliza o desdobramento de uma batalha iniciada há mais de uma década por Virginia, que se tornou uma das vozes mais conhecidas na denúncia de redes de tráfico sexual envolvendo figuras poderosas.



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