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Uma influenciadora de comida morreu nas Filipinas após consumir um crustáceo chamado “caranguejo do diabo”. A espécie, comum em recifes tropicais do Indo-Pacífico, é considerada uma das mais tóxicas da região.

O caso ocorreu na província de Palawan. A influenciadora, Emma Amit, 51, havia coletado frutos do mar em um manguezal próximo à sua casa e compartilhou nas redes sociais o preparo do alimento. No dia seguinte, apresentou mal-estar grave, convulsões e perda de consciência. Ela foi levada a uma unidade de saúde e depois transferida para um hospital, mas não resistiu.

Autoridades locais alertaram a população para evitar o consumo de animais marinhos desconhecidos.

O que é o caranguejo do diabo?

O animal é identificado cientificamente como Zosimus aeneus. Trata-se de um pequeno caranguejo encontrado em recifes da região do Indo-Pacífico, que inclui áreas do Sudeste Asiático, Japão, Austrália e diversas ilhas do Pacífico.

Seu casco costuma apresentar manchas avermelhadas ou marrons sobre um fundo mais claro, formando desenhos bem definidos. Esse tipo de coloração, em espécies marinhas, pode funcionar como sinal de alerta para predadores, indicando a presença de substâncias tóxicas.

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O crustáceo vive entre rochas e corais e se alimenta de algas e pequenos organismos. Ele não ocorre no Brasil.

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Emma Amit, 51, morreu após ingerir o chamado “caranguejo do diabo” durante gravação nas Filipinas. (X/Reprodução)

O que o faz ser tão venenoso?

O risco está nas toxinas acumuladas no organismo do animal. Tanto a carne quanto o casco podem conter substâncias neurotóxicas potentes, como tetrodotoxina (TTX) e saxitoxina (STX).

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Essas toxinas atuam no sistema nervoso, bloqueando a transmissão de impulsos nervosos. Em humanos, podem provocar sintomas como formigamento, fraqueza muscular, convulsões, paralisia e insuficiência respiratória. Em casos graves, a evolução pode ocorrer em poucas horas.

Especialistas alertam que o cozimento não elimina essas substâncias. Não há antídoto específico conhecido; o tratamento é de suporte hospitalar, com monitoramento principalmente da função respiratória.

O caranguejo não é agressivo e não representa risco para quem apenas o observa na natureza. O perigo está exclusivamente na ingestão.



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