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Três esquiadores morreram após uma avalanche em uma área próxima à pista na estação de Val d’Isère, nos Alpes franceses, nesta sexta-feira, 13. O acidente aumenta para 25 o número de mortos nesta temporada, decorrência da instabilidade climática vista desde janeiro. O local, considerado um destino turístico de esqui tradicional na França, está classificado como área de alto risco de deslizamentos de neve.
De acordo com informações do escritório de turismo da comuna de Val d’Isère, um grupo formado por cinco esquiadores e um instrutor se encontrava em uma área off-piste quando foram surpreendidos por uma avalanche. Dois britânicos e um francês morreram em decorrência do episódio, enquanto os outros três sobreviveram. Apenas um ficou ferido.
“Apesar da rápida intervenção dos serviços de resgate, três vítimas morreram. Todos estavam equipados com sistemas de busca por vítimas de avalanche”, informou a estação, que também incentivou os esportistas a permanecerem em áreas seguras e sinalizadas.
O episódio elevou para 25 o número de mortes em avalanches na França ao longo da atual temporada, iniciada em novembro. A instabilidade climática se tornou mais frequente desde janeiro, com destaque para um terrível fim de semana entre os dias 10 e 11 daquele mês, quando seis pessoas perderam a vida em deslizamentos.
A tempestade Nils, que assolou o leste da Europa na última semana, também agravou o cenário. Na quinta-feira 12, fortes quedas de neve provocadas pelo fenômeno elevaram o nível de risco para vermelho (o mais alto da escala), fazendo com que muitas estações de esqui optassem por fechar suas pistas total ou parcialmente. O alerta máximo foi suspenso posteriormente, mas o nível de risco seguiu classificado como “alto” (4 na escala de 5) na grande maioria dos Alpes.
“O manto de neve segue muito instável, sobretudo acima de 1.800 a 2.000 metros de altitude” advertiu o serviço de meteorologia estatal Météo-France. “Nesse cenário, as avalanches são facilmente desencadeadas por um esquiador ou praticantes de trilha, e podem mobilizar grandes volumes de neve”, esclareceu a instituição.