A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre o roubo na Biblioteca Mário de Andrade, em dezembro de 2025. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), um dos envolvidos no crime tem envolvimento com o PCC.

Espaço roubado na Biblbioteca Mário de Andrade
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Espaço roubado na Biblbioteca Mário de Andrade

Obras de Matisse na biblioteca Mário de Andrade antes do roubo
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Obras de Matisse na biblioteca Mário de Andrade antes do roubo

Divulgação/MAM

Polícia prende suspeito de envolvimento em roubo à Biblioteca Mário de Andrade
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Polícia prende suspeito de envolvimento em roubo à Biblioteca Mário de Andrade

Édson Lopes Jr/Secom

Conforme a investigação, o crime foi executado por Felipe dos Santos Fernandes, conhecido como Sujinho, e Gabriel Pereira Rodrigues de Mello, o Gargamel. Armados, eles teriam invadido a biblioteca, rendido seguranças e fugido com as obras. Felipe está preso desde o dia 8 de dezembro e Gabriel segue foragido.

A esposa de Gabriel, Cícera de Oliveira Santos, foi presa no dia 20 de dezembro e é apontada pela investigação como responsável por ajudar a dupla a esconder as obras roubadas. Luís do Carmo, o Irmão Magrão, também foi preso em dezembro. Ele é apontado como membro do PCC e teria desempenhado função no planejamento do crime.

Com o inquérito, a SSP informou que a autoridade policial solicitou a prisão preventiva de todos envolvidos e aguarda análise da Justiça.


Roubo em biblioteca

  • Dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade e fugiram com 13 obras dos artistas Henri Matisse e Candido Portinari no dia 7 de dezembro.
  • O acervo pertencia à exposição “Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
  • Henri Matisse foi um pintor francês do início do século 20, figura central do fauvismo, movimento marcado pelo uso ousado de cores vivas e pinceladas livres. Portinari, por sua vez, é um dos maiores artistas do modernismo brasileiro.
  • A investigação levantou que um Celta, pertencente a Gargamel, foi usado por ele e Felipe no dia do crime. Após o assalto, o veículo teria servido como esconderijo temporário das obras.
  • A ligação entre eles e Luís do Carmo se deu após o encontro de um registro de câmera de monitoramento, na qual o trio aparece caminhando por uma rua da região central, instantes após o crime.
  • Segundo a polícia, as obras foram então levadas ao apartamento de Gargamel, no bairro do Glicério, que fica a cerca de dois quilômetros de distância do local do roubo.
  • Câmeras do condomínio o flagraram chegando com as obras e, logo depois, fugindo – já com uma roupa diferente da usada no assalto.
  • A Polícia Civil acredita que o roubo foi realizado sob encomenda.

Defesa

Após a prisão, a defesa de Felipe dos Santos Fernandes Quadra afirmou que o acusado teve “atuação de menor importância, não havendo qualquer indício de que tenha atuado seja como idealizador, executor principal ou sequer beneficiário direto do suposto delito”.

A defesa acrescentou que Felipe “não representa qualquer perigo à sociedade, não possui histórico de condutas violentas e dessa forma, não pode ser tratado como alguém perigoso”. Por fim, diz o texto, ele “exerce atividade laboral lícita e regulamentada, com comprovado registro em carteira”.

No entanto, ele conta com uma ficha de antecedentes criminais de 14 páginas e que respondeu judicialmente pelos crimes de furto e roubo, com registro de uso de violência contra uma mulher, para levar o celular dela.

Metrópoles não localizou as defesas dos outros suspeitos. O espaço segue aberto para manifestações.



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