Quem tem um animal de estimação, seja cão ou gato, sabe que a convivência inclui despesas financeiras e responsabilidades importantes. Hoje em dia, com os pets sendo considerados membros da família, cada vez mais tutores se preocupam com a saúde de seus amigos de quatro patas.

Para garantir longevidade, saúde e bem-estar, é essencial que os animais passem por check-ups anuais. Esse tipo de acompanhamento permite identificar condições não aparentes, melhor qualidade de vida e, inclusive, diagnosticar doenças de forma precoce — antes que a situação se agrave e gere sofrimento.

Ainda assim, os números indicam um cenário preocupante no país. Segundo levantamento da UPPartner, mesmo tendo uma das maiores populações de pets no mundo, apenas cerca de 18% dos donos brasileiros realizam visitas ao veterinário de forma preventiva. Outro dado revela que cães vão ao consultório em média 2,8 vezes ao ano, enquanto 40% dos tutores só levam os bichanos em emergências.

Cuidar dos pets também inclui check-up anual, alerta veterinária - destaque galeria

Os vira-latas são os mais populares entre cães e gatos
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Muitas pessoas também escolhem ter cães e gatos juntos
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A convivência pode ser positiva para os pets
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A adoção de vira-latas é importante no combate ao abandono animal
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Centros de doação no DF recebem cães e gatos para transfusões seguras em situações de emergência
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O que deve ser avaliado

Em entrevista ao Metrópoles, Kathia Soares, médica-veterinária, explica que o acompanhamento veterinário desempenha um papel fundamental na saúde dos peludos. “Permitem não apenas a atualização dos protocolos vacinais, mas também a avaliação clínica e realização de exames.”

Independentemente da idade do animal, segundo a especialista, durante as consultas, o profissional deve fazer uma avaliação completa do estado de saúde do cão ou gato. Junto a isso, certos exames de rotina, como de sangue, fezes e urina, devem ser solicitados para complementar o atendimento.

A frequência de consultas e exames indicados variam conforme cada animal, considerando fatores individuais — idade, histórico de saúde e hábitos do pet. Essa abordagem possibilita a identificação precoce de alterações de saúde, favorece manejos mais oportunos e contribui para melhores prognósticos.

Pet no vetrinário
Exames de rotina previnem doenças

“Em casos de pets idosos ou que apresentem condições pré-existentes, o acompanhamento pode ocorrer com intervalos mais curtos, além da solicitação de exames adicionais, conforme orientação do médico-veterinário”, esclarece a profissional da MSD Saúde Animal.

Vacinas e controle de parasitas são indispensáveis

Um dos temas que cercam a criação de animais de estimação é a vacinação. Além de proteger contra doenças infecciosas graves, elas previnem, inclusive, aquelas com potencial de transmissão para humanos. “Um exemplo é a raiva, uma zoonose fatal que reforça a importância da revacinação antirrábica anual, conforme recomendação de um veterinário.”

Kathia também chama atenção para o controle de parasitas, como pulgas, carrapatos e o mosquito-palha. “Sendo o último vetor da leishmaniose, uma zoonose de grande impacto no Brasil”. Por isso, a prevenção contra esses parasitas deve fazer parte da rotina de cuidados com os pets de forma contínua.

“Ao investir em prevenção e ciência, estamos, na verdade, ganhando tempo: mais tempo de brincadeiras e mais anos de saúde para quem nos ama incondicionalmente”, afirma a profissional.

Gato tomando vacina
A vacinação é essencial para a saúde dos peludos

Sinais de alerta

A especialista reforça que mesmo com o check-up em dia, a observação diária do tutor é insubstituível. “Mudanças sutis de comportamento podem indicar que algo não vai bem. Ao notá-las, a recomendação é buscar imediatamente o atendimento veterinário.”

Confira alguns sintomas que exigem atenção:

  • Prostração;
  • Perda de apetite;
  • Cansaço excessivo ao se exercitar;
  • Vômitos;
  • Tosse;
  • Coceira persistente.





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