
O cantor porto-riquenho Bad Bunny se apresentará no intervalo do Super Bowl LX, em São Francisco, nos Estados Unidos, no próximo domingo, 8. O cantor que venceu o Grammy 2026 de álbum do ano por Debí Tirar Más Fotos, se tornando assim o primeiro latino cantando em espanhol a conquistar o prêmio, será também o primeiro artista em língua não inglesa a se apresentar no tradicional evento esportivo americano. Apesar de ser um dos artistas mais populares da atualidade, Bad Bunny não receberá cachê pela apresentação.
Segundo uma regra da NFL, liga esportiva de futebol americano responsável pelo Super Bowl, artistas que se apresentam no intervalo do jogo não recebem pagamentos, apenas um valor simbólico exigido pelo sindicato. A vantagem de participar está na visibilidade que o evento promove. No intervalo do jogo, os artistas tem de 10 a 15 minutos para realizar uma performance que é assistida globalmente. Em 2025, a apresentação do rapper Kendrick Lamar chegou a 133,5 milhões de espectadores e se tornou a performance mais assistida da história do Super Bowl, superando até mesmo Michael Jackson.
A escolha da NFL por Bad Bunny foi vista por especialistas como uma estratégia de mercado, que busca expandir o futebol americano para públicos além das fronteiras dos Estados Unidos. Há expectativas ainda de que a performance tenha tom político. Em um de seus shows, Bad Bunny declarou que não levaria sua turnê aos Estados Unidos em 2026, em protesto à atuação do ICE, a agência de imigração americana, que representa uma ameaça contundente ao povo latino. Na noite do Grammy deste ano, fez uma crítica direta ao ICE em seu discurso. “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos seres humanos e somos americanos”, afirmou o cantor.
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