A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalará, nesta quarta-feira (4/2), um grupo de trabalho para acompanhar as investigações a respeito da polêmica do Banco Master. A iniciativa foi do presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

Na prática, o grupo funciona como um mecanismo semelhante a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), dando condição aos senadores de conduzir apurações sem a necessidade de instalar o colegiado.

O foco será em acompanhar investigações feitas pelo Banco Central (BC), Polícia Federal (PF) e o Tribunal de Contas da União (TCU).


CAE tenta protagonismo com polêmica do Banco Master

  • A CAE do Senado cria grupo de trabalho para acompanhar investigações sobre o Banco Master, funcionando como uma CPI sem instalação formal;
  • O colegiado poderá ouvir autoridades, solicitar documentos e realizar diligências com apoio técnico do Senado.
  • Ao final, será produzido um parecer com análises, recomendações e possível proposição de medidas para reforçar a fiscalização financeira.
  • A oposição pressiona pela criação de uma CPMI, mas o Senado não tem prazo definido para oficializar a comissão.

Grupo de trabalho para investigar Master começa nesta quarta no Senado - imagem 1
1 de 3VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Grupo de trabalho para investigar Master começa nesta quarta no Senado - imagem 2
2 de 3VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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3 de 3VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O colegiado poderá ouvir especialistas e autoridades em audiências públicas, chamar gestores para prestar esclarecimentos, solicitar documentos oficiais e realizar diligências, contando ainda com o apoio técnico das áreas de consultoria do Senado.

Ao final da apuração, os trabalhos devem culminar na apresentação de um parecer com análises e encaminhamentos, incluindo a eventual proposição de medidas legislativas para ampliar o controle e a fiscalização do sistema financeiro.

O grupo de trabalho será composto pelos seguintes senadores:

Pedido de CPMI

Como mostrou o Metrópoles, a oposição está pressionando pela abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master. A ofensiva deve vir principalmente depois do Carnaval.

O grupo favorável ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirma que já atingiu 280 assinaturas: 238 deputados e 42 senadores.

Para uma comissão de investigação ser aberta, no entanto, o requerimento de criação deve ser lido em uma sessão conjunta pelo respectivo presidente da Casa. Neste caso, precisa ser proferida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Regimentalmente, no entanto, não há prazo para que Alcolumbre faça a oficialização da CPMI. O requerimento sugere a composição de 30 membros, 15 senadores e 15 deputados, e uma duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.



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