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Ataques israelenses mataram ao menos 21 palestinos, incluindo seis crianças, na Faixa de Gaza nesta quarta-feira, 4, e Israel suspendeu a passagem de pacientes pela fronteira de Rafah, de acordo com autoridades de saúde locais.
Os bombardeios de tanques e ataques aéreos atingiram a Cidade de Gaza, no centro do enclave, e Khan Younis, no sul. Entre os mortos está um médico que ajudava vítimas na metrópole sulista quando foi atingido por uma segunda bomba no mesmo local, disse o Ministério de Saúde do território palestino, que é administrado pelo Hamas.
“Enquanto dormíamos em nossa casa, o tanque nos bombardeou e os projéteis atingiram nossa casa. Nossos filhos foram martirizados; meu filho foi martirizado, o filho e a filha do meu irmão foram martirizados… Não temos nada a ver com nada, somos pessoas pacíficas”, contou Abu Mohamed Habouch à agência de notícias Reuters, durante um funeral para sua família.
Os militares israelenses afirmam que lançaram os ataques a Gaza depois que militantes atiraram contra soldados israelenses, ferindo gravemente um reservista.
Desde o início do cessar-fogo, as forças israelenses mataram pelo menos 530 pessoas, a maioria delas civis, de acordo com autoridades de saúde de Gaza. Militantes palestinos mataram quatro soldados israelenses no mesmo período, segundo as autoridades israelenses. Ambos lados trocam acusações de violação da trégua.
Travessia suspensa
Israel também interrompeu a passagem de doentes e feridos pela passagem de Rafah, na fronteira entre Gaza e o Egito, dois dias após sua reabertura. Nesse período, um pequeno número de palestinos cruzou a divisa pela primeira vez em meses.
Um porta-voz da organização humanitária Crescente Vermelho disse que pacientes que estavam em um hospital em Khan Younis se preparando para atravessar Rafah em busca de tratamento foram informados de que Israel havia adiado a travessia.
“Eles ligaram para os pacientes e disseram que hoje não há viagens, a travessia está fechada”, disse à Reuters Raja’a Abu Teir, um paciente palestino que esperava para ser evacuado.
A reabertura da travessia foi um dos requisitos para o acordo de cessar-fogo entre Hamas e Israel, firmado em outubro. A agência israelense que controla o acesso a Gaza, COGAT, afirmou em um comunicado nesta quarta-feira que a passagem de Rafah permanecia aberta, mas que não havia recebido da Organização Mundial da Saúde (OMS) os detalhes de coordenação necessários para permitir a entrada e saída de palestinos.